ATIVIDADES DE ARTETERAPIA NA REABILITAÇÃO DE USUÁRIOS DA ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Janaína Quinzen Willrich, Dariane Lima Portela, Renata Casarin

Resumo


Este estudo objetivou conhecer as contribuições da arteterapia na reabilitação de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada em 2016, por meio da aplicação de entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados utilizando-se a técnica da análise temática.  A partir da análise dividiu-se os resultados em três categorias: desenvolvimento das oficinas terapêuticas, vínculo e participação e contribuição das oficinas terapêuticas na vida dos usuários. Observa-se que as oficinas terapêuticas promoveram a inclusão dos usuários e criação de vínculo, resultando em melhor qualidade de vida. Também verificou-se que os usuários demonstram afeto ao serviço e aos profissionais, e que as oficinas terapêuticas são benéficas para a saúde dos mesmos, ao passo que contribuem para bons relacionamentos familiares e sociais. Dessa forma a construção desse estudo proporcionou a compreensão de que a arteterapia tem um papel fundamental na vida dos usuários, contribuindo para sua reabilitação social.


Texto completo:

PDF PDF ENGLISH

Referências


Desviat M, Ribeiro V. A reforma psiquiátrica. 2ª ed. Rio de Janeiro: FIOCRUZ; 2015.

Cardoso AJC, Trino A, Pedra M, Medeiros PP. Reforma Psiquiátrica e a Política Nacional de Saúde Mental. Tempus, actas de saúde colet. 2014; 8 (1): 57-63.

Brasil. Ministério da Saúde (BR). Centros de Atenção Psicossocial e Unidades de Acolhimento como lugares da atenção psicossocial nos territórios: orientações para elaboração de projetos de construção, reforma e ampliação de CAPS e de UA. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.

Oliveira. PF, Junior WM, Vieira-Silva M. Afetividade, liberdade e atividade: o tripé terapêutico de Nise da Silveira no Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados. Pesquisas e Práticas Psicossociais. 2017; 12(1).

Azevedo EB, Costa LFP, Espínola LL, Silva PMC, Musse JO, Ferreira Filha, MO. Arteterapia como promotora da qualidade de vida e inclusão social de profissionais e usuários. Revista da Universidade Vale do Rio Verde. 2014; 12 (2):167-176.

Brasil. Ministério da Saúde (BR). Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012: Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos [Internet]. Brasília; 2012. [acesso em 2018 mar. 16]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html.

Conselho Federal de Enfermagem (BR). Resolução COFEN nº 564 de 2017. Aprova a reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem [Internet]. [acesso 2018 mar. 16]. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017_59145.html

Minayo, MCS, organizador. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 28 ed. Petrópolis, RJ: Vozes; 2009.

Andrade EP, Sousa PA, Andrade EP. Arteterapia, CAPS e psicologia: relações e possibilidades de trabalho. In: Anais do 11. Encontro Internacional de Formação de Professores/12 Fórum Permanente de Inovação Educacional / 4 Encontro Estadual da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação, 2016. ENFOPE; 2016, 12p. v. 9, n. 1.

Farias ID, Thofehrn MB, Andrade APM, Carvalho LA, Fernandes HN, Porto AR. Oficina terapêutica como expressão da subjetividade. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog [Internet]. 2016 [acesso em 2018 mar. 15];12 (3):147-53.

Disponível em: https://www.revistas.usp.br/smad/article/view/120779/117846

Batista EC, Ferreira DF. A música como instrumento de reinserção social na saúde mental: um relato de experiência. Rev. Psicologia em Foco Frederico Westphalen [Internet]. 2015 [acesso em 2018 mar. 15]; 7(9): 67-79. Disponível em:http://revistas.fw.uri.br/index.php/psicologiaemfoco/article/view/1593

Costa e Silva TM, Oliveira HLR, Silva RCB, Santos FM, Graup S. Reflexões sobre a atuação do profissional de educação física nos centros de atenção psicossocial. R. Perspect. Ci. e Saúde [Internet] 2017 [acesso em 2018 mar. 18];2(95):95-106. Disponível em: http://sys.facos.edu.br/ojs/index.php/perspectiva/article/view/106

Dias JDS. Oficinas terapêuticas como estratégia para reinserção psicossocial e produção de vínculo. Pretextos - Revista da Graduação em Psicologia da PUC Minas [Internet] 2018 [acesso em 2018 mar. 16]; 3 (5). Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/pretextos/article/view/15933

Dutra VFD, Baptista J, Acioli L, Rapouso F, Boeira S, Oliveira RMP. A importância do ambiente terapêutico no cuidado em um centro de atenção psicossocial. J Nurs UFPE [Internet] 2016 [acesso em 2018 mar. 16]; 10(11):4711-9. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11248

Moro LM, Guazina FMN. Arte e experiência: relações da arte no contexto da saúde mental. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental [Internet] 2016 ]acesso em 2018 mar. 15]; 8(18): 25-42. Disponível em: http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/4027

Kinker FS, Imbrizi JM. O Mito das Oficinas Terapêuticas. Rev. Polis e Psique [Internet] 2015 [acesso em 2018 mar. 16];5 (3):61-79. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rpps/v5n3/n5a05.pdf




DOI: https://doi.org/10.18554/reas.v7i2.3113

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


URL da licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/