PERCEPÇÃO DOS FAMILIARES DE PESSOAS COM ESQUIZOFRENIA: ANÁLISE LEXICOGRÁFICA ATRAVÉS DO IRAMUTEQ

Fernanda Matos Fernandes Castelo Branco, Juliana Baia da Silva, Carlos Manuel Sanchez Dutok, Tancredo Castelo Branco Neto

Resumo


Objetivo: Conhecer através da lexicografia gráfica, o vocabulário mais frequente da percepção dos familiares de pessoas com esquizofrenia. Método: Estudo descritivo de abordagem qualitativa, desenvolvido com cinco familiares de um município do extremo norte brasileiro, na região da fronteira franco-brasileira. Os dados foram obtidos por meio de entrevista individual, processados no software IRAMUTEQ e analisados a nuvem de palavras, Classificação Hierárquica Descendente, através do dendograma e Análise Fatorial de Correspondência. Resultados: A palavra mais comum foi “não”, no qual desmontou o sentido de negatividade da doença, o que demonstra uma rejeição por parte do familiar. Conclusão: A partir disso, percebeu-se que o IRAMUTEQ é uma ferramenta valiosa na busca deste vocabulário e a partir disso o conhecimento da percepção dos envolvidos neste estudo, sendo rodeadas de sentimentos de desvalia e fatores nos quais dificultam o convívio familiar, pois, há dificuldade em associar e entender os comportamentos resultantes da doença.


Texto completo:

PDF PDF ENGLISH

Referências


Magalhães JFL, Roberlandia E, Nóbrega-Therien, SM, Vasconcelos, SB. Estratégias de enfretamento de mulheres cuidadoras de pessoas com esquizofrenia. Rev.pesqui.cuid.fundam (on line). 2018; 10(3): 793-800. http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.2018.v10i3.793-800

Mora-Castañeda B, Márquez-González M, Fernández-Liria A, Espriella Ricardo TN, Borrero AA. Variables demográficas y clínicas relacionadas con la carga y el afrontamiento de los cuidadores de personas diagnosticadas de esquizofrenia. Rev. colomb. psiquiatr. 2018;47(1): 13-20. https://doi.org/10.1016/j.rcp.2016.10.005

Daniel RZM, Dora MHH. Encerrado a oscuras: signifi cado de vivir con esquizofrenia para diagnosticados y sus cuidadores, Medellín-Colombia. 2017; 17(3): 305-15. Doi: 10.5294/aqui.2017.17.3.7

Barroso AGC, Abreu LM, Bezerra MAA, Ibiapina SLD, Brito HB. Transtornos mentais: o significado para os familiares. Rev Bras Prom Saud. 2004; 17(3):99-108. http://dx.doi.org/10.5020/686

Scazufca M. Abordagem familiar em esquizofrenia. Rev Bras Psiquiatr. 2000; 22(suppl): 50-2. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462000000500017

Almeida MM, Schal VT, Martins AM, Modena CM. A sobrecarga de cuidadores de usuários com esquizofrenia. Rev Psiquiatr Rio Gd Sul. 2010; 32(3):73-9. http://dx.doi.org/10.1590/S0101-81082010005000003

Casaleiro T, Seabra, P, Caldeira S. Eficácia das intervenções de enfermagem na sobrecarga da família da pessoa com esquizofrenia: revisão da literatura. CuidARTE. Enferm. 2017; 11(2): 287-92.

Camargo BV, Justo AM. Iramuteq: um software gratuito para análise de dados textuais. Temas Psicol.2013; 21(2): 513-18.http://dx.doi.org/10.9788/TP2013.2-16

Danoso MTV, Danoso MD. O cuidado e a enfermagem num contexto histórico. Rev. Enfer UFJF – Juiz de Fora. 2016; 2(1): 51-5.

Carvalho, CMS, Sousa, DMG, Pinho, RIA Fernandes, Márcia A, Oliveira, ADS. Vivências de familiares da pessoa com esquizofrenia. SMAD. Revista eletrônica saúde mental álcool e drogas. 2017. 13(3), 125-131. https://dx.doi.org/10.11606/issn.1806-6976.v13i3p125-131

Barroso S, Bandeira M, Nascimento E. Fatores preditores da sobrecarga subjetiva de familiares de pacientes psiquiátricos atendidos na rede pública de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Cad Saude Publica. 2009; 25(9): 1957-68.http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2009000900010.

Alves CRR, Silva MTA. A esquizofrenia e seu tratamento farmacológico. Rev Estudos de Psicologia, PUC-Campinas. 2001 Abr; 18(1): 12-22. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2001000100002.

Nascimento MLA, Camboim FEF, Camboim JCA, Marques EM, Sousa MNA. Vivências de cuidadores de portadores de esquizofrenia. Rev. Saúde Públ. Santa Cat., Florianópolis. 2017; 10(2):22-37.

Araújo VJ, Coutinho NPS, Viveiros MTM, Leite EP, Côrrea RGCF. Esquizofrenia: cotidiano e vivencias de familiares de portadores. Rev Pesq Saude. 2015; 16(1): 16-9.

Silva G, Santos MA. Álbum de família e esquizofrenia: convivência em retrato. Psicol em estudo-Maringá. 2009; 14(1): 83-91. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722009000100011.

Sales CA, Schuhli PAP, Santos EM, Waidman MAP, Marcon SS. Vivências dos familiares ao cuidar de um ente esquizofrênico: um enfoque fenomenológico. Rev. Eletr. Enf. 2010;12(3):456-63. http://dx.doi.org/10.5216/ree.v12i3.6457

Carvalho CMS, Sousa DMG, Pinho RIA, Fernandes MA, Oliveira ADS. Vivências de familiares da pessoa com esquizofrenia. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. 2017;13(3):125-131.http://dx.doi.org/10.11606/issn.1806-6976.v13i3p125-131.

Lima ICS, Silva MEDC, Valle ARMC, Moura MEB, Brito JNPO, Rocha ESB. Relação do cuidador e da sociedade com a pessoa com esquizofrenia. R. pesq.: cuid. fundam. Online. 2011. dez. (Ed.Supl.):84-91

D’Assunção CF, Santos ALD, Lino FA, Silveira EAA. A enfermagem e o relacionamento com os cuidadores dos portadores de esquizofrenia. R. Enferm. Cent. O. Min. 2016; 1(6):2034-2051.http://dx.doi.org/10.19175/recom.v0i0.709

Lima, ICS, Lima, SBA. Vivenciando sentimentos e fragilidades do cuidar em esquizofrenia: visão de familiares cuidadores. Rev.pesqui.cuid.fundam (on line). 2017; 9(4): 1081-1086. http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.2017.v9i4.1081-1086




DOI: https://doi.org/10.18554/reas.v8i2.3673

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


URL da licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/