A CRÔNICA DE SÃO PAULO, DE FABRÍCIO CORSALETTI, E A POESIA DE MÁRIO DE ANDRADE

Cristiane Rodrigues de Souza

Resumo


Com linguagem que assume a informalidade e a despretensão da crônica, os poemas do novo livro de Fabrício voltam-se para os atos vividos no cotidiano da cidade de São Paulo. Os fragmentos que compõem a cena múltipla e complexa da capital são cantados, no tom do rapsodo popular, conseguido por meio da musicalidade das quadras, formadas por redondilhas maiores rimadas. A atualização do tom popular lembra o aproveitamento modernista da singularidade brasileira, como se pode conferir na poesia de Mário de Andrade. Além disso, a itinerância do eu poético contemporâneo a percorrer a Pauliceia faz lembrar poemas do modernista, em que há o deslocamento do eu lírico. A sensação de movimento é criada, no livro de Corsaletti, também, pelas ilustrações que, ao lado de cenas da cidade, traçam o itinerário poético, por meio do desenho das calçadas que ligam diferentes páginas. A relação entre os textos de Fabrício e a obra de Mário de Andrade se estabelece ainda, de forma sutil, por meio da retomada de versos, imagens e temas do modernista.


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DOI: https://doi.org/10.18554/ri.v7i1.1002

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 ISSN 1981-0601

 Qualis B2 (LINGUíSTICA E LITERATURA/ Quadriênio 2013-2016)