Else e Elza: a Fräulein de Arthur Schnitzler e a Fräulein de Mário de Andrade.

Autores

  • Benilton Lobato Cruz Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.18554/ri.v8i2.1316

Resumo

o presente artigo compara duas personagens: a Fräulein Else, da novela homônima do escritor austríaco Arthur Schnitzler, lançada em 1924, e a Fräulein Elza, do romance Amar, verbo intransitivo, do brasileiro Mário de Andrade, publicado em 1927. O objetivo é buscar indícios de prováveis semelhanças e influências da Else de Schnitzler sobre a Elza de Andrade. A conclusão aponta que o projeto estético-gramatical de Mário de Andrade vai priorizar uma literatura questionadora de seus fundamentos como base na defesa de um código literário que tem a fala brasileira acima de qualquer influência estrangeira. E por conta disso, a obra, ambientada na São Paulo modernista, coloca como “personagem principal” a língua brasileira e não a imigrante alemã ou o menino Carlos de Sousa Costa, os protagonistas do idílio. 

Biografia do Autor

Benilton Lobato Cruz, Universidade Federal do Pará

Graduado em Letras e Artes pela Universidade Federal do Pará (1993), Especialista no ensino do alemão como Língua Estrangeira pela Universidade de Freiburg in Br. Alemanha (Bolsa DAAD); Mestre em Letras (Teoria Literária) pela Universidade Federal do Pará (1998) e Doutor em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (2012). Atualmente é professor da Universidade Federal do Pará, campus de Abaetetuba. Tem experiência na área de Letras, atuando principalmente nos seguintes temas: Poesia, Poética, Literatura Brasileira Moderna, Literatura Portuguesa, Mário de Andrade, Teoria Literária e Alemão como Língua Estrangeira.

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Publicado

2016-10-17