O que a linguística variacionista leu em Saussure sobre o conceito de fala?

Autores

  • Breno Rezende Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

DOI:

https://doi.org/10.18554/ri.v10i1.1851

Resumo

Neste trabalho, procedemos a um exame do movimento de teorização saussuriano a fim de refletir sobre o lugar da fala na teoria postulada pelo linguista genebrino, investigando a abordagem do conceito nas notas dos cadernos dos alunos (KOMATSU et. al., 1993; 1996; 1997) que frequentaram os Cursos de Linguística Geral ministrados em Genebra, que deram origem à edição de 1916 do Curso de Linguística Geral organizado por C. Bally e A. Sechehaye. Além disso, nosso exame também se extendeu à edição do Curso ([1916]; 2012). Nós partimos da hipótese de que Saussure reconhecia a importância da fala para o estudo da linguagem, mas optou por desenvolver o conceito segundo o qual ele acreditava que todas as línguas poderiam ser estudadas de um ponto de vista científico. Nós percebemos que a questão da fala era sempre imposta ao pensamento do autor e que não raras vezes recebeu um tratamento teórico, embora não tenha sido uma noção tão desenvolvida como a noção de língua. Contrapomos esse exame a uma leitura de W. Labov ([1979]; 2008), reconhecendo que o lugar da fala na teoria de Saussure está condicionado a uma espécie de padrão epistemológico em que o estudioso investiu, além de parecer demonstrar que lidar com tal teoria demanda um exame cauteloso de um material demasiadamente vasto e complexo produzido pelo autor e que foi deixado de herança para a Linguística.

Biografia do Autor

Breno Rezende, Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Graduado em Letras pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Mestrando em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Bolsista de mestrado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

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Publicado

2017-11-13