OS PROCEDIMENTOS RETÓRICOS DO PRÓLOGO DA HISTORIA DE LA CONQUISTA DE MÉXICO

Deolinda de Jesus Freire

Resumo


RESUMO: A partir de preceitos das artes retóricas de Aristóteles, Quintiliano e Cícero, bem como de manuais castelhanos do século XVI, sobre os proêmios, nosso objetivo é discutir os procedimentos retóricos aplicados por Dom Antonio de Solís no prólogo da Historia de la conquista de México, publicada pela primeira vez em 1684. O prólogo, ao lado das aprovações oficiais e da censura, integra a parte introdutória da edição impressa e se caracteriza como o lugar em que o autor enuncia a si próprio como leitor de sua obra, inventando, a partir de lugares-comuns, a imagem de si mesmo. A função primordial de Solís no prólogo – “A los que leyeren” – é tornar o leitor dócil, atento e benevolente, e fazer com que ele, lendo a obra, não a censure. É nesse texto que Solís manifesta suas qualidades e as do livro, sempre com afetada modéstia, e se esforça para regular uma interpretação que ele não pode dominar completamente, aliás, como também todos os discretos que ajuízam a obra nos discursos oficiais e preliminares da obra.

Palavras-chave: Artes retóricas; Prólogo; México; Solís.


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DOI: https://doi.org/10.18554/ri.v10i1.2372

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 ISSN 1981-0601

 Qualis B2 (LINGUíSTICA E LITERATURA/ Quadriênio 2013-2016)