VERSO DE LETRA E DE OUVIDO: MANUEL BANDEIRA

PEDRO MARQUES

Resumo


Ao discutir e praticar a versificação tradicional, Manuel Bandeira (1886-1968) tende a conceber o verso como artefato da escrita aberto à conversação. Com o verso livre, ao contrário, procura traços entoacionais que podem suportar os demais expedientes poéticos, sejam eles rítmicos, imagéticos ou gráficos. Há, por assim dizer, um movimento pendular entre o polo literário e o oral, um definido a partir do outro. Essa tensão entre letra e som, trafegando antes pelas variantes cultas que populares do idioma, desdobra uma série de consequências na poesia e na reflexão poética do poeta, sendo, de fato, das suas questões centrais. 


Texto completo:

p.56-79


DOI: https://doi.org/10.18554/ri.v11i2.3433

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