A RELAÇÃO ENTRE A MODALIZAÇÃO E O PROCESSO GLOBAL DE ESTRUTURAÇÃO DO GÊNERO CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA

Eliana Merlin Deganutti de Barros, Elvira Lopes Nascimento

Resumo


Neste artigo pretende-se  demonstrar resultados de análise  do  funcionamento
enunciativo do gênero crítica de cinema a partir do enfoque das atitudes do  agente
produtor (BRONCKART, 2006) em relação ao seu próprio enunciado e com outros
enunciadores, atitude que deixa “pistas”  que permitem o estabelecimento da relação
entre o estudo das marcas da modalização e os fatores que exercem coerções sobre a
situação de produção específica do discurso manifestado no gênero textual. Dentro do
quadro teórico-metodológico do interacionismo sóciodiscursivo (BRONCKART, 2003,
2006), ao qual filiamos nossas pesquisas, os conhecimentos são o produto da vida, e
não o contrário, e os textos (materialização lingüístico-semiótica da interação verbal),
inteiramente determinados pelas representações do contexto da ação de linguagem
que os gerou. O fenômeno “modalização”, nessa perspectiva, significa centralizar,
como objeto de estudo, a ação discursiva semiotizada e configurada pelo gênero
textual que, a partir da base de orientação do agente-autor sobre a situação de
produção, é adaptado. Assim, a modalização, vista da perspectiva do gênero textual,
se revela como um instrumento de análise do discurso que permite, entre outras
coisas, o refinamento do fenômeno dialógico na linguagem.

Palavras-chave: enunciação; modalização; gênero textual; crítica de cinema.



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DOI: https://doi.org/10.18554/ri.v1i01.71

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 ISSN 1981-0601

 Qualis B2 (LINGUíSTICA E LITERATURA/ Quadriênio 2013-2016)