ALFONSINA STORNI, UMA FLÂNEUSE NAS RUAS DE BUENOS AIRES

Autores

  • Karine Rocha

DOI:

https://doi.org/10.18554/ri.v1i02.77

Resumo

Uma experiência muito comum entre os poetas que viveram entre os séculos XIX e XX
é a de perambular pelas ruas, sentindo a massa humana e as novas sensações
trazidas pela modernidade. Quando nos voltamos para a literatura argentina,
observamos que nas primeiras décadas do século XX o espaço público se torna uma
espécie de obsessão. As ruas estão presentes nos poemas de Borges, Roberto Arlt e
Oliverio Girondo, só para citar os nomes mais importantes. No entanto, a poesia
escrita por mulheres ainda se encontra presa no espaço privado, desejando ganhar as
ruas.  Em meio aos nomes femininos surge o destoante nome de Alfonsina Storni. A
poética construída por Storni se constitui como o primeiro eu-lírico feminino que ganha
as ruas e que se permite degustar todas as experiências vivenciadas pelos homens,
abrindo, desta forma, um novo caminho para a literatura produzida por mulheres. 

Palavras-chave: flâneur; literatura argentina; modernidade; literatura feminina.


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