O ESPAÇO REVOLUCIONÁRIO EM QUATREVINGT - TREIZE DE VICTOR HUGO

Rosária Cristina Costa Ribeiro

Resumo


A Revolução Francesa redefiniu vários campos, até mesmo os semânticos, e
contribuiu para a formação do mundo contemporâneo de maneira extremamente
ampla. Em Quatrevingt-treize (1874) de Victor Hugo (1802-1885), tem-se, por meio de
uma visão finissecular e romântica, a composição literária de espaços rebeldes e
monárquicos. A referida obra trata-se de um romance histórico tradicional, segundo
Georges Lukàcs (1936). Em relação à totalidade da obra hugoana, mostra-se como o
último romance produzido pelo autor, embora possua muitas características em
comum com a obra Notre-Dame de Paris (1831). Durante a leitura da obra, é-se
assaltado pela surpresa de uma narração da resistência ao progresso revolucionário
em 1793: ‘a pequena guerra da Vendéia’, um espaço eminentemente monarquista e
feudal, oposto àquele da revolucionária Paris. Logo, Victor Hugo, ao colocar como
tema de sua obra a Revolução Francesa, dialoga com o Romantismo, ora por meio da
temática tipicamente nacionalista ora pelos aspectos constitutivos do texto
(caracterização das personagens, abundante adjetivação, etc.). Neste trabalho,
apresentam-se os resultados obtidos na caracterização dos espaços revolucionários.
Tais resultados são fruto da dissertação de mestrado intitulada O papel da
espacialidade em Quatrevingt-treize de Victor Hugo: um romance a espreita dos
espaços monárquicos e revolucionários.
PALAVRAS-CHAVE: romantismo francês; romance histórico tradicional;
espacialidade.

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DOI: https://doi.org/10.18554/ri.v1i02.83

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 ISSN 1981-0601

 Qualis B2 (LINGUíSTICA E LITERATURA/ Quadriênio 2013-2016)