Desenvolvimento e construção de leito de jorro para recobrimento de partículas de ureia

Davi Leonardo de Souza, Arthur de Souza Oliveira, Fernanda Siena Ferrato, Fernando Lucas Tibola, Guilherme Freitas, Isabela Fernandes Rodrigues, Nicoli Rodrigues de Oliveira, Silas Tavares Silva, Thaise Fernanda Braga, Kássia Graciele dos Santos

Resumo


Os fertilizantes nitrogenados, como a ureia, têm sido bastante utilizados como fonte de micro e macronutrientes para as plantas. Porém, o nitrogênio presente no fertilizante acelera sua volatilização, sendo necessário aplicar técnicas como o recobrimento, para retardar este processo. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi o desenvolvimento e construção de um leito de jorro para o recobrimento de ureia. O sistema era composto por um soprador; um manômetro tubo em U para medição da queda de pressão do leito, um anemômetro de fio quente para aferição da vazão de ar, um leito de jorro cônico-cilíndrico e um bico borrifador para aspersão da solução recobridora. Esta solução possui composição (em massa): 0,5% de gelatina, 0,5% de amido, 3% de glicerina, 9% de talco e 87% de água. Inicialmente, caracterizou-se as partículas de ureia, quanto ao tamanho, forma e densidade. Em seguida, foi levantado o comportamento fluidodinâmico do leito, obtendo-se a curva característica que relaciona a queda de pressão em função da vazão de ar, para uma massa inicial de sólidos de 600 g de ureia. A condição de jorro mínimo obtida apresentou vazão de 13,85 m3/h e queda de pressão de 176,5 Pa. Foi realizado o experimento de recobrimento do fertilizante foi realizado em uma vazão de ar 20% superior ao mínimo jorro. O leito de jorro se mostrou eficiente no recobrimento do fertilizante estudado. Porém, para o melhor funcionamento do processo, observou-se a necessidade de acrescentar um sistema de aquecimento do ar.

Palavras-chave


Fertilizantes; Leito de jorro; Nitrogenados; Recobrimento.

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DOI: https://doi.org/10.18554/rbcti.v4i1.3364

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