Compreendendo o Impacto de um Programa de Perda de Peso: os papéis do alcance, retenção e efetividade

Paul Andrew Estabrooks, Mita Shah Bhagat, Fabio Araújo Almeida, Brenda Marie Davy, Wendy You

Resumo


O objetivo deste artigo é demonstrar os potenciais problemas na confiança das análises usando intenção de tratamento (ITT) quando o alcance inicial não é contabilizado. Dados de arquivo de sete locais de trabalho (n=10.513funcionários) que completaram um programa de perda de peso foram utilizados para determinar: (a) a eficácia do programa no final de três a seis meses de participação; (b) o alcance do programa na população de funcionários elegíveis; e (c) a proporção da população alvo de funcionários que, em última análise, beneficiaram-se do programa e o grau desses benefícios (como a efetividade que considera o alcance e retenção). Análises de ITT utilizando o valor de peso inicial para participantes perdidos a desistência revelou que os participantes perderam uma significativa (p<0,01), porém modesta, quantidade de peso em três meses (0,95 quilos) e em seis meses (1,09 quilos) de participação. A seguir foram realizadas análises para determinar a proporção total da força de trabalho que se beneficiou (peso perdido) em 6 meses. Dos 1.607 participantes que foram mantidos por pelo menos 6 meses, 1088 foram bem sucedidos na perda de peso apresentando uma perda média de 4,3 kg (95% CI: 4,0 a 4,5Kg), indicando uma perda clinicamente significativa de 4,4% do peso corporal inicial. Assim, 10,1% da população total de funcionários se beneficiaram com o programa de perda de peso e perderam uma quantidade clinicamente relevante de peso. Os resultados deste estudo indicam que a presença de dados de alcance combinados com dados de efetividade podem auxiliar empregadores na tomada de decisões mais sofisticadas ao escolher um programa de perda de peso comercial para os seus funcionários, quando comparado à análise tradicional de ITT.

Palavras-chave


Promoção da saúde; Programas de redução de peso; Avaliação de programas e projetos de saúde; Obesidade; Efetividade

Referências





DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v2i2.1167

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