Abordagem da classificação de risco familiar com agentes comunitários de saúde

Adrieli Oliveira Raminelli, Cíntia Cristina Andrade, Fabiana Fernandes Silva de Paula, Luan Augusto Alves Garcia, Álvaro da Silva Santos

Resumo


O objetivo deste estudo é descrever a experiência numa capacitação para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) sobre a Classificação do Risco Familiar. Trata-se de um relato de experiência de acadêmicas do curso de Graduação em Enfermagem ao implementar um projeto de intervenção durante o estágio supervisionado em Saúde Coletiva junto a uma equipe de Saúde da Família do município de Uberaba-MG. A intervenção foi realizada no mês de maio de 2016, por meio de três encontros. A capacitação pautou-se na metodologia participativa dialógica, em que foram utilizadas exposições dialogadas, discussões, problematizações e vivências, baseadas nos conhecimentos prévios e na prática profissional vivenciados pelos ACS durante a realização das visitas domiciliares. A classificação de risco familiar amplia a visão dos profissionais de saúde e auxilia na resolução dos problemas relacionados à assistência ao usuário. Com isso, colabora para os achados de vulnerabilidades, permitindo que o profissional de saúde acompanhe com frequência os casos de maior necessidade.


Palavras-chave


Atenção primária à saúde; Saúde da família; Visita domiciliar; Fatores de risco

Referências


Cardoso CS, Pádua CM, Rodrigues-Júnior AA, Guimarães DA, Carvalho SF, Valentin RF et al. Contribuição das internações por condições sensíveis à atenção primária no perfil das admissões pelo sistema público de saúde. Rev Panam Salud Publica [Internet]. 2013 [Citado em 05 mar 2017]; 34(4):227-34. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/rpsp/v34n4/03.pdf.

Melo MD, Egry EY. Determinantes sociais das internações por condições sensíveis à atenção primária em Guarulhos, São Paulo. Rev Esc Enferm USP [Internet]. 2014 [Citado em 05 mar 2017]; 48(Esp):133-40.

Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420140000600019.

Barreto JOM, Nery IS, Costa MSC. Estratégia Saúde da Família e internações hospitalares em menores de 5 anos no Piauí, Brasil. Cad Saúde Pública [Internet]. 2012 [Citado em 05 mar 2017]; 28(3):515-26. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2012000300012.

Presidência da República (Brasil). Lei nº11.350, de 05 de outubro de 2006. Regulamenta o § 5o do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. 2o da Emenda Constitucional no 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências [Internet]. D.O.U., Brasília, DF, 06 out 2006 [citado em 05 mar 2017]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11350.htm.

Baptistini RA, Figueiredo TAM. Agente comunitário de saúde: desafios do trabalho na zona rural. Ambient Soc. [Internet]. 2014 [Citado em 05 mar 2017]; 17(2):53-70. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1414-753X2014000200005.

Giacomozzi CM, Lacerda MR. A prática da assistência domiciliar dos profissionais da estratégia de saúde da família. Texto & Contexto Enferm. [Internet]. 2006 [Citado em 05 mar 2017]; 15(4):645-53. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072006000400013.

Gallassi CV, Ramos DFH, Kinjo JY, Souto BGA. Atenção domiciliar na atenção primária à saúde: uma síntese operacional. ABCS Health Sci. [Internet]. 2014 [Citado em 05 mar 2017]; 39(3):177-85. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.7322/abcshs.v39i3.653.

Clementino FS, Marcolino EC, Gomes LB, Guerreiro JV, Miranda FAN. Ações de controle da tuberculose: análise a partir do programa de melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica. Texto & Contexto Enferm. [Internet]. 2016 [Citado em 05 mar 2017]; 25(4):e4660015. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/0104-07072016004660015.

Nakata PT, Koltermann LI, Vargas KR, Moreira PW, Duarte ERM, Rosset-Cruz I. Classificação de risco familiar em uma Unidade de Saúde da Família. Rev Latinoam Enferm. [Internet]. 2013 [Citado em 05 mar 2017]; 21(5):1088-95. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692013000500011.

Coelho FLG, Savassi LCM. Aplicação de escala de risco familiar como instrumento de priorização das visitas domiciliares. Rev Bras Med Fam Comunidade [Internet]. 2004 [Citado em 05 mar 2017]; 1(2):19-26. Disponível em: https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/view/104/98.

Nascimento FG, Prado TN, Galavote HS, Maciel PA, Lima RCD, Maciel ELM. Aplicabilidade de uma escala de risco para organização do processo de trabalho com famílias atendidas na Unidade Saúde da Família em Vitória (ES). Ciênc Saúde Coletiva [Internet]. 2012 [Citado em 05 mar 2017]; 15(5):2465-72. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000500021.

Kleba ME, Krauser IM, Vendruscolo C. O planejamento estratégico situacional no ensino da gestão em saúde da família. Texto & Contexto Enferm. [Internet]. 2011 [Citado em 07 mar 2017]; 20(1):184-93. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072011000100022.

Tanaka OY. Avaliação da atenção básica em saúde: uma nova proposta. Saúde Soc. [Internet]. 2011 [Citado em 07 mar 2017]; 20(4):927-34. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902011000400010.

Ribeiro LCC, Ribeiro M, Dias KS, Matos KA, Ferreira TS. O diagnóstico administrativo e situacional como instrumento para o planejamento de ações na estratégia saúde da família. Cogitare Enferm. [Internet]. 2008 [Citado em 07 mar 2017]; 13(3):448-52. Disponível em: http://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/13044/8823.

Freire P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2011.

Conselho Nacional de Saúde. Resolução 466 de 12 de dezembro de 2012: que trata de pesquisas com seres humanos e atualiza a resolução 196 [Internet]. D.O.U., Brasília; 13 jun 2013 [Citado em 07 mar 2017]. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf.

Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais. Implantação do plano diretor da Atenção Primária à Saúde: redes de atenção à saúde [Internet]. Belo Horizonte; 2008 [Citado em 07 mar 2017]. Disponível em: http://www.esp.mg.gov.br/wp-content/uploads/2009/04/pdaps-oficina2-facilitador.pdf.

Souza EC, Santana CP, Cavalcante PS, Bortoleto MSS, Mathias TAF. Classificação de famílias segundo situações de risco. Cogitare Enferm. [Internet]. 2013 [Citado 07 mar 2017]; 18(1):50-6. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v18i1.31302.

Baralhas M, Pereira MAO. Prática diária dos agentes comunitários de saúde: dificuldades e limitações da assistência. Rev Bras Enferm. [Internet]. 2013 [Citado 07 mar 2017]; 66(3):358-65. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672013000300009.

Brand CI, Antunes RM, Fontana RT. Satisfações e insatisfações no trabalho do agente comunitário de saúde. Cogitare Enferm. [Internet]. 2010 [Citado em 07 mar 2017]; 15(1):40-7. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v15i1.17143.

Saliba NA, Garbin CAS, Silva FSJFB, Prado RL. Agente comunitário de saúde: perfil e protagonismo na consolidação da atenção primária à saúde. Cad Saúde Coletiva [Internet]. 2011 [Citado em 08 mar 2017]; 19(3):318-26. Disponível em: http://www.iesc.ufrj.br/cadernos/images/csc/2011_3/artigos/csc_v19n3_318-326.pdf




DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v5i3.2057

Apontamentos

  • Não há apontamentos.