Análise do indicador de extração dentária a partir do contexto municipal

Danielle Ramalho Barbosa da Silva, Carolina Dantas Rocha Xavier de Lucena, Danilson Ferreira da Cruz, Nilcema Figueiredo, Paulo Savio Angeiras de Goes, Edson Hilan Gomes de Lucena

Resumo


Este estudo tem como objetivo analisar o indicador de exodontia em relação às variáveis de contexto dos municípios. Realizou-se um estudo transversal e ecológico. Por meio do DATASUS, coletaram-se dados do indicador de produção odontológica (Razão do Número de Exodontias sobre Procedimentos Odontológicos Básicos Individuais) referentes ao ano de 2016, de todos municípios brasileiros. Estes dados foram relacionados a Regiões do Brasil, Proporção de cobertura populacional estimada de saúde bucal na Estratégia Saúde da Família, número de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO); Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e coeficiente de Gini (ou índice de Gini).  A região nordeste possui um número maior de municípios com resultados entre 12,1% e 25%, quando comparada às demais regiões. As Regiões Norte e Nordeste apresentaram o maior percentual de municípios que realizam mais extrações dentárias, assim como aqueles que apresentam menor cobertura de Saúde Bucal. Não possuem CEO, têm IDHM muito baixo e índice GINI maior do que a média nacional. Conclui-se a necessidade de se inverter a oferta dos procedimentos odontológicos e garantir para a população, principalmente a menos favorecida socioeconomicamente, atendimentos e serviços que realizem ações de prevenção, manutenção e recuperação da saúde bucal, para que se possa reverter a perda dentária.


Palavras-chave


Saúde bucal; Indicadores básicos de saúde; Extração dentária

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DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v6i2.2819

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