Análise e incidência do melanoma cutâneo em um hospital de câncer localizado no Triângulo Mineiro

Ricardo Dias da Silva, Meyre Aparecida Inácio Dias

Resumo


Este estudo teve por objetivo avaliar o melanoma cutâneo a partir da incidência e das variáveis: gênero, cor da pele, idade, localização do tumor e tipo histológico. Esta é uma pesquisa descritiva, quantitativa, retrospectiva e, de corte transversal. Foram avaliadas 81 biópsias de pacientes atendidos em consulta médica em um hospital de câncer da cidade de Patrocínio, MG, entre janeiro de 2015 e maio de 2016. Encontrou-se 42 biópsias com carcinoma basocelular (51,85%), 20 com carcinoma espinocelular (24,69%), 3 com melanoma (3,7%) e, 16 com outros diagnósticos e resultados inconclusivos (19,75%). O melanoma foi o de menor incidência entre as neoplasias de pele; predominante em pessoas de pele clara; variável gênero depende da população estudada; o melanoma extensivo superficial é o tipo predominante; e, a variável idade mostrando-se controversa. A pesquisa propiciou informações sobre o câncer de pele numa região do estado de Minas Gerais e pode ser um sensor para a inclusão de ações de saúde sobretudo, nas de prevenção e de detecção precoce.

Palavras-chave


Melanoma; Neoplasias cutâneas; Epidemiologia

Referências


Instituto Nacional do Câncer “José Alencar Gomes da Silva”. Estimativa 2016: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2015. 122p.

Instituto Nacional do Câncer “José Alencar Gomes da Silva”. Pele melanoma [Internet]. Rio de Janeiro: INCA; 2017 [citado em: 20 jan 2017]. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_melanoma/definicao+

Instituto Nacional do Câncer “José Alencar Gomes da Silva”. ABC do câncer: abordagens básicas para o controle do câncer. Rio de Janeiro: INCA; 2011. 128 p.

Instituto Nacional do Câncer “José Alencar Gomes da Silva”. Pele não melanoma [Internet]. Rio de Janeiro: INCA; 2017 [citado em: 26 jan 2017]. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_nao_melanoma

Moreira RB, Schmerling RA, Buzaid AC. Algoritmo de manejo do melanoma cutâneo metastático. Rev Bras Oncol Clínica. 2014; 10(37):108-15.

Rivetti EA. Manual de dermatologia clínica de Sampaio e Rivitti. São Paulo: Artes Médicas; 2014.

Hoff PMG, organizador. Tratado de oncologia. São Paulo: Atheneu; 2013.

Wainstein AJA, Belfort FA. Conduta para o melanoma cutâneo. Rev Col Bras Cir. 2004; 31(3):204-14.

Azulay DR. Azulay: dermatologia. 6ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2013.

Bogliolo L. Bogliolo patologia. Bogliolo Filho G, editor. 8ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2012.

Smeltzer SC, Bare BG. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem Médico-cirúrgica. 13ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2015. v. 2.

Malagutti W, Kakihara CT. Curativos, estomia e dermatologia: uma abordagem multiprofissional. 2ed. São Paulo: Martinari; 2011.

Dimatos DC, Duarte FO, Machado RS, Vieira VJ, Vasconcellos VAC, Bins-Eli J et al. Melanoma cutâneo no Brasil. ACM Arq Catarin Med. 2009; 38(Supl. 1):14-9.

Sociedade Brasileira de Dermatologia. Classificação dos fototipos de pele [Internet]. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Dermatologia; 2017 [Citado em: 10 fev 2017]. Disponível em: http://www.sbd.org.br/cuidado/classificacao-dos-fototipos-de-pele/

Araújo IC, Coelho CMS, Saliba GAM, Lana PC, Almeida ACM, Pereira NA, et al. Melanoma cutâneo: aspectos clínicos, epidemiológicos e anatomopatológicos de um centro de formação em Belo Horizonte. Rev Bras Cir Plást. 2014; 29(4):497-503.

Ministério da Saúde (Br). Instituto Nacional do Câncer. Informativo detecção precoce: Monitoramento das ações de controle do câncer de pele. Rio de Janeiro: INCA. 2016; 7(3):1-8.[Citado em: 15 de fev de 2017] Disponível em:http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/informativo_deteccao_precoce_03_2016.pdf

Purim KSM, Sandri CO, Pinto NT, Sousa RHS, Maluf EPC. Perfil de casos de melanoma em um hospital universitário, 2003 a 2007. Rev Bras Cancerol. 2013; 59(2):193-9.

Salvio AG, Assumpcao Junior A, Segalla JGM, Panfilo BL, Nicolini HR, Didone R. Experiência de um ano de modelo de programa de prevenção continua do melanoma na cidade de Jau-SP. An Bras Dermatol. 2011;86(4):669-74.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Conheça cidades e estados do Brasil [Internet]. Rio de Janeiro: IBGE; 2017 [citado em: 16 fev 2017]. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/patrocinio/panorama

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Índice de Desenvolvimento Humano. [Internet]. Rio de Janeiro: IBGE; 2010 [citado em: 17 fev 2017]. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/patrocinio/pesquisa/37/30255

American Cancer Society. Why you should know about melanoma [Internet]. Atlanta, Geórgia: ACS; 2017 [Citado em: 20 fev 2017] Disponível em: https://www.cancer.org/content/dam/cancer-org/cancer-control/en/booklets-flyers/why-you-should-know-about-melanoma-handout.pdf

Matheus LGM, Verri BHMAV. Aspectos epidemiológicos do melanoma cutâneo. Rev Ciênc Estud Acad Medicina. 2015(3):10-24.

Longo DL, organizador. Hematologia e oncologia de Harrison. 2ed. Porto Alegre: AMGH; 2015.

Pinheiro AMC, Friedman H, Cabral ALSV, Rodrigues HA. Melanoma cutâneo: características clínicas, epidemiológicas e histopatológicas no Hospital Universitário de Brasília entre janeiro de 1994 e abril de 1999. An Bras Dermatol. 2003;78(2):179-86.

Ministério da Saúde (Br). Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas em Oncologia. Brasília: Ministério da Saúde; 2014. 356p.




DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v6i0.2897

Apontamentos

  • Não há apontamentos.