O impacto e a dimensão psicológica da doença trofoblástica gestacional: um estudo de caso

Gabriela Souza Granero, Irma Helena Ferreira Benate Bonfim, Álvaro da Silva Santos

Resumo


Este é um estudo de caso realizado numa cidade do interior de São Paulo em 2015, com o objetivo de compreender o impacto emocional e o enfrentamento de uma paciente em gestação trofoblástica. Utilizou-se entrevista não diretiva com caráter terapêutico e, a interpretação dos dados se deu pela análise de conteúdo temática. Evidenciou-se duas categorias: “Processo de luto” e, “O desequilíbrio psíquico e seus sintomas”. Verificou-se sofrimento subjetivo e, o quanto uma complicação na gestação conjuntamente com aspectos pessoais relacionados à história de vida (vários processos de luto) fragilizaram a paciente. Porém houve resgate da sua saúde mental através de acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Em si, os cuidados profissionais promoveram a elaboração, levando a resiliência, com isso, o reequilíbrio psíquico.


Palavras-chave


Gravidez de alto risco; Estresse psicológico; Aborto espontâneo; Luto; Psicanálise

Referências


Andrade JMD. Mola hidatiforme e doença trofoblástica gestacional. Rev bras ginecol Obstet. 2009; 31(2):94-101.

Sociedade Brasileira de Doença Trofoblástica Gestacional. Mola: manual de informações sobre doença trofoblástica gestacional. 2014. p.1-12.

Lima CMD, Lopes MH, Vieira MJN, Simonetti PRD. Atendimento psicológico às mulheres com gestação molar. In: Congresso dos profissionais das universidades estaduais de São Paulo; 2011; São Paulo. São Paulo: USP; 2011. 1p.

Creswell, JW. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3ed. Porto Alegre: Artmed; 2010.

Flick U. Introdução a pesquisa qualitativa. 3ed. Porto Alegre: Artmed; 2009.

Stake RE. Case studies. In: Denzin NK, Lincoln YS. Handbook of qualitative research. London: Sage Publications; 2000. p. 435-454.

Turato ER. Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa: construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. 6ed. Rio de janeiro: Vozes; 2013.

Aguiar HC, Zornig S. Luto fetal: a interrupção de uma promessa. Estilos Clín. [Internet]. 2016 [citado em 02 fev 2018]; 21(2):264-81. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-71282016000200001

Assunção AT, Tocci HA. Repercussão emocional do aborto espontâneo. Rev Enferm UNISA. 2003; 4(1):5-12.

Andrade ML, Mishima-Gomes FKT, Barbieri V. Recriando a vida: o luto das mães e a experiência materna. Psicol Teor Prát. [internet]. 2017; 19(1):21-32. [citado em 02 fev 2018]. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1516-36872017000100002

Klein M. Amor, culpa e reparação e outros trabalhos (1921-1945). Rio de Janeiro: Imago; 1996.

Lemos LFS, Cunha ACB. Concepções sobre a morte e luto: experiência feminina sobre a perda gestacional. Psicol Ciênc Prof. [Internet] 2015 [citado em: 03 fev 2018]; 35(4):1120-38. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98932015000401120&script=sci_abstract&tlng=pt

Carone M, Freud S. 1985: luto e melancolia. J Psicanál. 2016; 49(90):207-24.

Cremasco MVF, Schinemann D, Pimenta SO. Mães que perderam filhos: uma leitura psicanalítica do filme Rabbit Hole. Psicol Ciênc Prof. [Internet]. 2015 [citado em: 03 fev 2018]; 35(1):54-68. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98932015000100054&script=sci_abstract&tlng=pt

Taverna G, Souza W. O luto e suas realidades humanas diante da perda e do sofrimento. Cad Teol PUC-PR. 2014; 02(1):38-55.




DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v6i4.3295

Apontamentos

  • Não há apontamentos.