Violência obstétrica na perspectiva das egressas do Programa “Mulheres Mil”

Uendel Gonçalves Almeida, Maria da Penha Rodrigues Firmes, Ana Catarina Perez Dias

Resumo


Este é um estudo transversal, quantitativo e qualitativo, do tipo estudo de caso, realizado em 2016, que tem como objetivo verificar a ocorrência de violência obstétrica entre as mulheres atendidas pelo Programa Mulheres Mil em um município no interior de Minas Gerais. Para as variáveis quantitativas, foi realizada uma análise descritiva dos dados, e para a análise qualitativa, utilizou-se a Análise de Conteúdo Temática a partir de Bardin. A pesquisa teve a participação de 20 mulheres. A faixa etária mais prevalente foi de 36 a 40 anos (40%), 40% das mulheres declararam viver uma união estável, e 35% afirmaram possuir ensino médio completo. Verificou-se falta de informações que deveriam ser prestadas às gestantes. A cesariana vem sendo usada como uma prática de programação da mãe, e, além de não saberem as informações básicas sobre obstetrícia humanizada, as participantes desconheciam seus direitos, como o de ter um acompanhante. Assim, a forma mais eficaz de combate à violência obstétrica é despertar a população para a existência dessa realidade.


Palavras-chave


Mulheres; Parto obstétrico; Violência contra a mulher.

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DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v8i2.3358

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