Prevalência de lombalgia e fatores associados em profissionais de enfermagem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18554/refacs.v7i2.3518

Palavras-chave:

Dor lombar, Saúde do trabalhador, Estilo de vida

Resumo

O objetivo do estudo foi verificar a prevalência de lombalgia e fatores associados em profissionais de enfermagem. Estudo transversal, envolvendo 81 profissionais da equipe de enfermagem do Hospital Regional Antônio Dias, Patos de Minas-MG, de maio a agosto de 2017, avaliados por meio de questionários sociodemográfico, de condições de trabalho e de saúde, Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares, Questionário de Incapacidade Roland Morris e Questionário Internacional de Atividade Física (versão curta). Utilizou-se teste de Qui-quadrado de Pearson, p ? 0,05. A idade média dos profissionais foi de 39,8±8,8 anos, sendo encontrada prevalência de lombalgia em 71,6%. Quando analisada a associação das condições de saúde e trabalho em relação a lombalgia, não foram encontradas diferenças significativas. Dos profissionais com lombalgia, 62,1% eram insuficientemente ativos (p<0,001) e 34,5% despendiam ?445,00 min/dia em comportamento sedentário. Sugere-se criar estratégias para aumentar o nível de atividade física e diminuir o comportamento sedentário nesta população.

Biografia do Autor

Camilla Rivera Ribeiro, Centro Universitário de Patos de Minas, Minas Gerais

Graduada em Fisioterapia.

Joilson Meneguci, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Minas Gerais

Graduado em Educação Física. Mestre em Educação Física. Doutorando em Atenção à Saúde. Membro da Sociedade Brasileira de Atividade Física & Saúde, Sedentary Behaviour Research Network e Núcleo de Estudos em Atividade Física & Saúde.

Cíntia Aparecida Garcia-Meneguci, Centro Universitário de Patos de Minas, Minas Gerais

Graduada em Fisioterapia. Especialista em Formação Pedagógica para Profissionais de Saúde. Mestre em Educação Física. Doutoranda em Atenção à Saúde. Membro dos grupos de pesquisa Desempenho Humano e Esporte e Núcleo de Estudos de Atividade Física & Saúde da Universidade Federal Triângulo Mineiro.

Referências

Maher C, Underwood M, Buchbinder R. Non-specific low back pain. Lancet. 2017; 389:736-47.

Brazil AV, Ximenes AC, Radu AS, Fernandes AR, Appel C, Maçaneiro CH, et al. Diagnóstico e tratamento das lombalgias e lombocitalgias. Rev Bras Reumatol. 2004; 44:419-25.

Imamura ST, Kaziyama HHS, Imamura M. Lombalgia. Rev Med (São Paulo). 2001; 80(2):375-90

Toscano JJO, Egypto EP. A influência do sedentarismo na prevalência de lombalgia. Rev Bras Med Esporte. 2001; 7:132-7.

Polito MD, Maranhão Neto GAM, Lira VA. Componentes da aptidão física e sua influência sobre a prevalência de lombalgia. Rev Bras Ciênc Mov. 2008; 11:35-40.

Mancin GB, Bonvicine C, Gonçalves C, Barboza MAI. Análise da influência do sedentarismo sobre a qualidade de vida de pacientes portadores de dor lombar crônica. ConScientiae Saúde. 2008; 7:441-8.

Ganesan S, Acharya AS, Chauhan R, Acharya S. Prevalence and risk factors for low back pain in 1355 young adults: a cross-sectional study. Asian Spine J. 2017; 11(4):610-7.

Helfenstein Junior M, Goldenfum MA, Siena C. Occupational low back pain. Rev Assoc Méd Bras. 2010; 56(5):583-9.

Iguti AM, Hoehne EL. Occupational low back pain. Rev Bras Saúde Ocup. 2003; 28(107):73-89.

Nunes AMS, Chequer LO, Lacerda L. Riscos ocupacionais relacionados à enfermagem no ambiente hospitalar. Rev Educ Meio Ambiente Saúde. 2018; 8(3):18-38.

Damasceno DD, Santos AAA, Rocha ÂF, Rocha DD. Fatores que predispõem a equipe de enfermagem às lesões osteomusculares no exercício das atividades laborais. HOLOS. 2011; 1:208-15.

Boughattas W, Maalel OE, Maoua M, Bougmiza I, Kalboussi H, Brahem A, et al. Low back pain among nurses: prevalence, and occupational risk factors. Occup Dis Environ Med. 2017; 05:26-37.

Carneiro VSM, Adjuto RNP. Fatores relacionados ao absenteísmo na equipe de enfermagem: uma revisão integrativa. Rev Adm Saúde. 2017; 17(69):1-12.

Pinheiro FA, Tróccoli BT, Carvalho CV. Validação do questionário nórdico de sintomas osteomusculares como medida de morbidade. Rev Saúde Pública. 2002; 36:307-12.

Nusbaum L, Natour J, Ferraz MB, Goldenberg J. Translation, adaptation and validation of the Roland-Morris questionnaire - Brazil Roland-Morris. Braz J Med Biol Res. 2001; 34:203-10.

Matsudo S, Araújo T, Matsudo V, Andrade D, Andrade E, Oliveira LC, et al. Questionário internacional de atividade física (IPAQ): estudo de validade e reprodutibilidade no Brasil. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2001; 6(2):5-18.

Physical activity guidelines advisory committee scientific report. Washington, DC: U.S. Department of Health and Human Services; 2018.

Rosenberg DE, Bull FC, Marshall AL, Sallis JF, Bauman AE. Assessment of sedentary behavior with the International Physical Activity Questionnaire. J Phys Act Health. 2008; 5(Suppl 1):S30-44.

Magnago TSBS, Lisboa MTL, Griep RH, Kirchhof ALC, Guido LA. Psychosocial aspects of work and musculoskeletal disorders in nursing workers. Revista Latinoam Enferm. 2010; 18(3):429-35.

Dias EC, Godoy SCB, Almeida V. Desafio da abordagem multidisciplinar da lombalgia ocupacional. REME Rev Min Enferm. 2003; 7:67-72.

Scholze AR, Martins JT, Robazzi MLCC, Haddad MCFL, Galdino MJQ, Ribeiro RP. Estresse ocupacional e fatores associados entre enfermeiros de hospitais públicos. Cogitare Enferm. [Internet]. 2017 [citado em 16 fev 2018]; 22(3):e50238. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/50238/pdf

Silva SM, Borges E, Abreu M, Queirós C, Baptista PCP, Felli VEA. Relação entre resiliência e burnout: promoção da saúde mental e ocupacional dos enfermeiros. Rev Port Enferm Saúde Mental. 2016; 16:41-8.

Serranheira F, Sousa-Uva M, Sousa-Uva A. Lombalgias e trabalho hospitalar em enfermeiro (a)s. Rev Bras Med Trab. 2012; 10(2):80-7.

Iackstet L, Gonçalves ACBF, Soares SFC. Analise dos benefícios da cinesioterapia laboral a curto, médio e longo prazo: uma revisão de literatura. Arch Health Invest. 2018; 7(5):168-73.

Araújo LC, Oliveira MRF, Pereira RCC, Félix TA, Dias RA, Dias MSA. Ginástica laboral em ambiente de emergência: relato de experiência no pet-saúde “Redes de Atenção”. Sanare. 2015; 14(1):87-92.

Massuda KC, Muzili NA, Lima DF, Taciro C, Oliveira Júnior SA, Martinez PF, et al. Incidence of low back pain according to physical activity level in hospital workers. Rev Dor. 2017; 18:8-11.

Sousa PTM, Sousa ARR, Pacheco ES, Sousa GTM. Comportamento sedentário entre profissionais da Estratégia de Saúde da Família. Rev Enferm UFPI. 2017; 6(3):24-9.

Van Hoof W, O’Sullivan K, O’Keeffe M, Verschueren S, O’Sullivan P, Dankaerts W. The efficacy of interventions for low back pain in nurses: a systematic review. Int J Nurs Stud. 2018; 77:222-31.

Publicado

2019-05-14

Edição

Seção

Artigos originais