Nível de incapacidade e qualidade de vida em mulheres com dor lombar crônica

Marina Andrade Donzeli, Lucimara Ferreira Magalhães, Guilherme Vitoriano Almeida de Oliveira, Anderson Alves Dias, Andréa Licre Pessina Gasparini, Dernival Bertoncello

Resumo


Estudo com abordagem quantitativa e transversal, com o objetivo de comparar a incapacidade e a qualidade de vida de mulheres com diagnóstico de dor lombar inespecífica e voluntárias sem dor lombar.  Participaram 24 mulheres, divididas em dois grupos, sendo o primeiro com 13 voluntárias com diagnóstico de dor lombar inespecífica (G1) e o segundo com 11 voluntárias sem dor lombar (G2), recrutadas no serviço de ortopedia e traumatologia do ambulatório Maria da Glória da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Foram aplicados os questionários: Whoqol-Bref, Índice de Incapacidade de Oswestry e a Escala Visual Analógica de Dor. A média de idade para o grupo com dor foi de 37,69±11,83 e para o grupo sem dor 36,91±12,12, sem diferença significativa entre os grupos.  As mulheres com dor lombar inespecífica apresentaram média de 5,61±1,85 para a percepção da dor (intensidade moderada), média de pontuação obtida no Índice de Incapacidade de Oswestry de 25 (incapacidade moderada) e média geral da qualidade de vida de 69,8±7,11 pontos, sendo os domínios mais comprometidos o físico, seguido pelo meio ambiente. Houve diferença significativa, com maior comprometimento na qualidade de vida geral e domínio físico para as mulheres com dor, além de incapacidade significativamente maior.


Palavras-chave


Dor; Dor lombar; Qualidade de vida; Exercício.

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DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v8i2.4529

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