PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA COM ALUNOS CARENTES DE 6º ANO DA REDE PÚBLICA DE UBERABA

Marcela Mônica dos Santos

Resumo


Quando falamos em formação do leitor, são muitas as questões que surgem. Afinal, o que é ser leitor? Como trabalhar as práticas de leitura em sala de aula? Quem lê sabe escrever? Este artigo surgiu a partir destas inquietações e justamente com o objetivo de discutir, a partir de pressupostos teóricos e das minhas experiências em sala de aula, na rede pública, quais experiências tem sido efetivas. Neste artigo, que tem um tom de relato, analisaremos uma atividade que foi realizada com alunos do 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola Municipal, em Uberaba-MG, da qual recebe um público extremamente carente em termos socioeconômicos e interpessoais. Elaborei uma atividade pensada nas particularidades encontradas nestas turmas: apatia, violência, indisciplina, desrespeito, dentre outras. Estes estudantes chegaram à segunda etapa do ensino fundamental com pouquíssima fluência na leitura e na escrita, portanto, a atividade teve a finalidade de chamar a atenção para uma realidade próxima a deles, que pudesse primeiro gerar identificação e desta forma ter aceitação de moro geral, já que é um grande desafio fazê-los ler e escrever durante as aulas de Língua Portuguesa. Após assistirem ao filme Escritores da liberdade, foram realizadas, durante as aulas de LP, discussões sobre os temas abordados e também a leitura da primeira parte do livro O diário de Anne Franck. Como prática de escrita, foi solicitado aos alunos que produzissem uma página de diário pessoal. O que surgiu a seguir foi extremamente tocante e no que diz respeito a apreensão de conhecimentos linguísticos. Portanto, pude compreender que a prática leitora, quando voltada para o que chamei neste artigo de prática de identificação, se mostrou surpreendentemente produtiva.


Palavras-chave


Leitura, Leitor, Leitura por Identificação, Escrita

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Referências


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