Saberes locais e autoria nas práticas de leitura e escrita: uma análise comparativa

Mariana Aparecida de Oliveira Ribeiro, Raina Kathleem Apoliano da Silva

Resumo


Este artigo teve por objetivo analisar as aulas de língua materna e os textos produzidos em contextos rurais e/ou multiculturais no Brasil e no Peru (Bacabal e Tumbes, respectivamente). Tivemos por objeto de pesquisa a relação entre saberes locais e autoria. Focamos analisar quais são e como os saberes locais são incorporados nas aulas de leitura e escrita nos dois países que fizeram parte desta investigação. Partimos da seguinte pergunta de pesquisa: em que medida a singularidade dos contextos locais onde estão inseridos os migrantes, imigrantes, quilombolas, integrantes de comunidades rurais e assemelhados é contemplada na aula de língua materna na qual se espera que esses participantes aprendam a ler e a escrever?. Realizamos uma pesquisa etnográfica com metodologia qualitativa, que se insere no projeto de estágio internacional Práticas escolares em contextos rurais e/ou multiculturais: um estudo sobre a leitura e escrita no Brasil e Peru financiado pela FAPEMA (Edital 037/2017) e resulta de uma pesquisa de Iniciação Científica (cota 2018-2019/FAPEMA).  Fundamentamo-nos teoricamente em Barzotto (2016), Calil (2004), Possenti (2009) e Foucault (1970 [2000]). Os resultados apontaram que os saberes locais não foram inseridos no texto como argumento para modificar a direção argumentativa do texto e nem como um argumento inovador.

Palavras-chave


escrita; saberes locais; autoria

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.18554/ifd.v7i2.4473

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