Revisão de literatura sobre instrumentos de avaliação para rastreamento de sinais precoces de autismo: tipos e resultados alcançados

Andreia Alves Guimarães Ribeiro

Resumo


O autismo é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento que causa atrasos significativos na comunicação e nas interações sociais. Identificado na política pública (BRASIL, 2008) como um Transtorno Global do Desenvolvimento, matrículas de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) são aguardadas em qualquer segmento da escola regular, da Educação Infantil até à universidade. Por ser um transtorno com grande recorrência em crianças, este artigo objetiva descrever os instrumentos de avaliação para rastreamento de sinais precoces de autismo e relatar resultados que podem ser de utilidade aos educadores em geral. Trata-se de uma revisão bibliográfica em que foram identificados os principais instrumentos de avaliação para rastreio de sinais precoces de autismo, áreas em que estes foram desenvolvidas, profissionais envolvidos na aplicação dos instrumentos e resultados a serem levados em consideração pelo professor no planejamento de cursos. Os resultados apontam que o único instrumento com tradução já validada para o português é o M-CHAT, é um teste que considera a percepção dos pais e traz informações pertinentes para professores que queiram entender melhor os comportamentos das crianças com autismo. Dessa forma presume-se que conhecer os instrumentos que rastreiam os sinais precoces do TEA é de extrema importância para os professores e para a comunidade escolar como um todo. Uma vez que, a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva prevê que os docentes tenham conhecimento para lidar com as variadas especificidades dos alunos.

 


Palavras-chave


autismo; sinais precoces; instrumentos de avaliação; educação.

Texto completo:

PDF

Referências


American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5a. ed.). Arlington, VA: American Psychiatric Publishing.

American Psychiatric Association. (2002). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais DSM-IV-TR (4a ed.). Porto Alegre: Artmed.

Autism Speaks (2014). Relatório comunitário sobre autismo. Disponível em: http://www.autismspeaks.org/science/science-news/cdc-publishes-2014-community-report-autism. Acesso em: 01 mai. 2020.

Belini, A. E. G., & Fernandes, F. D. M. (2007). Olhar de bebês em desenvolvimento típico: correlações longitudinais encontradas. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 12(3), 165-173.

BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF, jan. 2008a. [Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela portaria n. 555/2007, prorrogada pela portaria n. 948/2007, entregue ao ministro da Educação em 7 de janeiro de 2008]. Disponível em: . Acesso em: 17 mai. 2020.

CARVALHO, Felipe Alckmin et al. Rastreamento de sinais precoces de transtorno do espectro do autismo em crianças de creches de um município de São Paulo. Disponível em: . Acesso em: 27 mar. 2020.

CORREIA, D., Álvares, J.; ABEL, M. (2003). Uma abordagem em Intervenção Precoce centrada na família. Cadernos de Educação de Infância, nº67.

COSTA, D. Intervenção Precoce no Transtorno do Espetro do Autismo. Disponível em: . Acesso em: 29 mar. 2020.

GADIA, C., Tuchman, R, Rotta, N. (2004). Artigo de revisão: “Autism and pervasive developmental disorders. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n2s0/v80n2Sa10.pdf. Acesso em: 01 mai. 2020.

GIOIA, P.; GUILHARDI, C. Protocolo comportamental de avaliação e intervenção precoces para bebês de risco autístico. Disponível em: . Acesso em: 29 mar. 2020.

HEDLEY, D., Young, R., Angelica, M., Gallegos, J., & Marcin Salazar, C. (2010). Cross-cultural evaluation of the Autism Detection in Early Childhood (ADEC) in Mexico. Autism, 14(2), 93-112

HEDLEY, Darren; MONROY-MORENO, Yessica; FIELDS, Natalie; WILKINS, Jonathan; NEVILL, Rose E; BUTTER, Eric, et al. Efficacy of the ADEC in Identifying Autism Spectrum Disorder in Clinically Referred Toddlers in the US. J Autism Dev Disord. 2015; 45(8):2337-48. doi: 10.1007/s10803-015-2398-5.

LEON, V. & OSÓRIO, L. V. C. (2011). O método TEACCH. In J. Schwartzman & C. Araújo (Eds.), Transtornos do Espectro do Autismo (pp. 263-277). São Paulo: Memmon.

LOSAPIO, M. F., & Pondé, M. P. (2008). Tradução para o português da escala M-CHAT para rastreamento precoce de autismo. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, 30(3), 221-229.

Oosterling, I. J., Swinkels, S. H., van der Gaag, R. J., Visser, J. C., Dietz, C., & Buitelaar, J. K. (2009). Comparative analysis of three screening instruments for autism spectrum disorder in toddlers at high risk. Journal of Autism and Developmental Disorders, 39(6), 897-909.

PEREIRA, A., Riesgo R.; Wagner, M. (2007). Autismo infantil: tradução e validação da Childhood Autism Rating Scale para uso no Brasil. Jornal de Pediatria. Porto Alegre. Disponível em:. Acesso em: 24 mai. 2020.

PIMENTEL, J. S.(2004). Avaliação de Programas de Intervenção Precoce. Análise Psicológica. 1 (XXII), Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa, UIPCDE

SEIZE, M.; BORSA, J. Instrumentos para Rastreamento de Sinais Precoces do Autismo: Revisão Sistemática. Disponível em: . Acesso em: 27 mar. 2020.

SIEGEL, B. “O mundo da criança com autismo: compreender e tratar perturbações do espectro do autismo". Porto: Porto Editora. 2008




DOI: https://doi.org/10.18554/ifd.v7i3.4974

Apontamentos

  • Não há apontamentos.