ENSINO DE FILOSOFIA EM CAMPINAS SP: PERCEPÇÕES DE DOCENTES E DISCENTES E DESCOMPASSO ENTRE A ÉTICA ARISTOTÉLICA E O AGIR NO AMBIENTE ESCOLAR

Agnaldo Ronie Pezarini, Samuel Mendonça

Resumo


Este artigo tem como objeto de investigação o ensino de filosofia no município de Campinas, Estado de São Paulo. A singularidade deste manuscrito diz respeito à pesquisa empírica, realizada com estudantes e professores. O problema do artigo consiste na pergunta: qual é a percepção de docentes e discentes da Diretoria de ensino Campinas Leste acerca da ética aristotélica? Quanto aos procedimentos metodológicos foi utilizada a revisão bibliográfica além da pesquisa empírica. Quanto aos resultados obtidos, afirma-se que o ensino de filosofia nas unidades escolares em questão é visto como salutar no processo de formação dos cidadãos e a ética aristotélica faz parte da proposta curricular e é vivenciada pelos estudantes, no entanto e paradoxalmente, observaram-se ações contraditórias entre estudantes no que diz respeito a virtudes aristotélicas investigadas, a amizade, a justiça e a liberdade, demonstrando descompasso entre o pensamento aristotélico e a vivência no ambiente escolar.


Texto completo:

PDF

Referências


ARISTÓTELES. Ética a Nicômacos. Tradução de Mário da Gama Kury. 4. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001.

________. Metafísica: livro 1 e livro 2; Ética a Nicômaco; Poética. Seleção de textos de José Américo Motta Pessanha. Tradução de Vincenso Cocco et al. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

BRASIL. Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM). Vol. 3. Ciências Humanas e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 2006.

CARTOLANO, M. T. P. Filosofia no Ensino do 2º grau. São Paulo: Cortez: Autores Associados. 1985.

CENCI, A. V. Aristóteles & a educação. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é a filosofia? Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992. FÁVERO, A. A.; CEPPAS, F.; GONTIJO, P. E.; GALLO, S.; KOAHN, W. O. O Ensino da Filosofia no Brasil: Um mapa das condições atuais. Cad. Cedes, Campinas, vol. 24, n. 64, p. 257-284, set./dez. 2004.

GALLO, Silvio; ASPIS, Renata Lima. Ensino de filosofia e cidadania nas “sociedades de controle”: resistência e linhas de fuga. Pro-Posições, Campinas, v. 21, n. 1 (61), p. 89-105, jan./abr. 2010.

GALLO, S. A filosofia e seu ensino: conceito e transversalidade. ETHICA. Rio de janeiro, v.13, n.1, p.17-35, 2006.

________. Metodologia do Ensino de Filosofia - Uma Didática Para o Ensino Médio. Campinas: Papirus, 2012.

HELLER, A. A Filosofia Radical. Tradução de C. N. Coutinho. São Paulo: Brasiliense, 1983.

KOHAN, Walter (org.). Filosofia: Caminhos para seu Ensino. Rio de Janeiro: Ed. DP&A, 2004.

MAZAI, N.; RIBAS, M. A.C. Trajetória do ensino de Filosof ia no Brasil. Disciplinarum Scientia: Ciências Sociais e Humanas, Santa Maria, v. 2, p. 1- 13, 2001. Disponível em: http://sites.unifra.br/Portals/36/CHUMANAS/2001/trajetoria.pdf, acesso em 13/02/2017.

MENDONÇA, S. Pressupostos éticos da educação da solidão. Filosofia e Educação (Online), ISSN 1984‐9605 – Revista Digital do Paideia. Volume 3, Número 1, Abril de 2011 – Setembro de 2011.

SÁ JÚNIOR. L. A. de. Reflexões sobre o ensino da filosofia no nível médio. HOLOS, Ano 26, Vol. 3. 2010.

SEVERINO, A. J. A busca do sentido da formação humana: tarefa da Filosofia da Educação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.32, n.3, p. 619-634, set. /Dez. 2006.

TESSER, G. J.; HORN, G. B.; JUNKES, D. A Filosofia e seu ensino a partir de uma perspectiva da teoria crítica. Educar em Revista. Curitiba, n. 46, p. 113-126, out. /dez. 2012. Editora UFPR.

THIRY-CHERQUES, H. R. O racional e o razoável: Aristóteles e o trabalho hoje. Cad. EBAPE.BR, Rio de Janeiro , v. 1, n. 1, p. 01-11, Aug. 2003.

THORTON, M. T. Aristotelian practical reason. Mind, v.91, n.361, Jan. 1982.




DOI: https://doi.org/10.18554/rt.v0i0.2549

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 Revista Triângulo

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.

A Revista Triângulo é signatária da DECLARAÇÃO DO MÉXICO - Declaração Conjunta LATINDEX-REDALYC-CLACSO-IBICT que recomenda o uso da licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual (CC BY-NC -SA, em inglês) para garantir a proteção da produção acadêmica e científica regional em Acesso Aberto. 

Triangulo Journal is signatory of MEXICO DECLARATION - LATINDEX-REDALYC-CLACSO-IBICT Joint Declaration recommending the use of the license to ensure the protection of academic production and regional scientific research in Open Access.

La Revista Triangulo es signataria de la DECLARACIÓN DE MÉXICO - Declaración Conjunta LATINDEX-REDALYC-CLACSO-IBICT que recomienda el uso de la licencia Creative Commons Asignación-NoComercial-CompartirIgual (CC BY-NC -SA, en inglés) para garantizar la protección de la producción académica y científica regional en Acceso Abierto.