Práticas colaborativas identificadas no ensino básico: um estudo de caso em Minas Gerais

Ana Paula Bossler, Pedro Zany Caldeira

Resumo


Este estudo teve como objetivo conhecer as práticas colaborativas desenvolvidas entre professores brasileiros do ensino básico. Uma pesquisa on-line buscou conhecer as práticas de ensino dos professores e o respectivo grau de colaboração. A pesquisa foi respondida por 79 professores do ensino básico, principalmente do estado de Minas Gerais. Os resultados apontam para que, muito embora os participantes conheçam as vantagens das práticas de instrução colaborativa, eles não cooperam entre si. Na verdade, eles nem compartilham planejamentos de aulas e muito menos materiais educacionais. As poucas práticas colaborativas observadas incluíram uma Feira de Cultura escolar e uma Feira de Conhecimento. No entanto, nas observações realizadas a esses eventos, as práticas observadas não podiam ser classificadas como colaborativas porque: as equipes de alunos competiam entre si, os alunos não eram encorajados pelos professores a olhar o trabalho dos seus colegas e as feiras resultaram somente em coleções não relacionadas de tarefas e em um grande amontoar de pessoas. Em um terceiro momento, foram realizadas entrevistas a quatro professores, que possibilitaram entender por que os professores geralmente não estão envolvidos em trabalhos e tarefas colaborativas: por medo de críticas (eles temem que seus colegas critiquem seus planos de aula ou seus materiais educacionais) e por medo da concorrência (eles temem que seus colegas possam assumir o seu cargo no futuro).


Palavras-chave


Instrução colaborativa, medo da crítica, medo da competição

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DOI: https://doi.org/10.18554/rt.v0i0.3268

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