O funcionamento dos grêmios estudantis e a gestão democrática das escolas: possíveis relações

Gabriel Franco de Oliveira Zambon, Leonardo Bis dos Santos

Resumo


No presente artigo, definimos como objetivo principal pensar as relações entre o funcionamento dos grêmios estudantis de três unidades de ensino municipais da Serra (ES) e a gestão democrática das escolas, implantada no Brasil sob o contexto do neoliberalismo, na década de 1990. Para tal, examinamos os livros de atas dos grêmios estudantis, observamos a atuação dos estudantes à frente de tais entidades durante a aplicação de um curso voltado a eles, e pesquisamos a bibliografia relativa a implantação da gestão democrática das escolas no Brasil, bem como a sua situação atual nas escolas municipais da Serra. Concluímos que a forma como a gestão democrática têm sido implementada nos sistemas de ensino brasileiros, desde o seu início, sob a égide do neoliberalismo, até os dias de hoje, tem prejudicado o funcionamento dos grêmios estudantis, quando os analisamos sob o aspecto da representação dos interesses discentes e como espaço de apropriação do conhecimento.


Palavras-chave


Grêmio Estudantil; Gestão Democrática da Escola; Educação Básica

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DOI: https://doi.org/10.18554/rt.v0i0.3833

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