Ensino de Biologia na Educação de Jovens e Adultos – problematizações e focos temáticos da produção científica brasileira (1996 – 2015)

Rones de Deus Paranhos, Maria Helena da Silva Carneiro

Resumo


Este estudo é um Estado da Arte que analisa artigos (28), dissertações (54) e teses (2) sobre o ensino de biologia na educação de jovens e adultos (EJA) e caracteriza essa produção a partir da seguinte questão: O problema e foco temático são determinações da atividade científica, portanto, quais são os traços estilísticos que caracterizam a produção científica sobre o ensino de biologia na EJA? Categorias da epistemologia fleckiana (Estilo de Pensamento; Círculo Esotérico e Exotérico) fundamentam as análises e indicam destaque para o foco temático Ensino (70,3%), atividades do CExo (leigos formados). Os mestrados profissionais foram determinantes para a centralidade dada ao foco em seus aspectos metodológicos. O estudo aponta a necessidade do Coletivo de Pesquisadores Educação em Ciências (CPEC) considerar: i) aspectos político-pedagógicos do projeto formativo institucionalizado para o mestrado/doutorado profissional; ii) ampliação de pesquisas sobre as atividades do CExo dos leigos (educandos da EJA); iii) desenvolvimento de pesquisas sobre a atividade do CEso (especialistas) que se ocupam de investigações sobre ensino de física e química na EJA; iv) necessidade de o CPEC discutir as contribuições de artigos (Relato de Experiência) para o desenvolvimento do EP Educação em Ciências.


Palavras-chave


Educação em Ciências. EJA. Estado da Arte.

Texto completo:

PDF

Referências


ARAÚJO, S. P.; CARNEIRO, M. H. S. Educação de jovens e adultos no ensino médio, uma

revisão bibliográfica sobre o ensino de Ciências. Ciências & Cognição, v. 19, n. 1, p. 96-104,

BRANDÃO, X. S. G. Uma análise da formação de professores de física do IFRN a partir da epistemologia de Ludwik Fleck. 2015. 148p. Dissertação (Mestrado em Educação).

Centro de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de

dezembro de 1996.

BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nº 389, de 23 de março de 2017. Dispõe sobre o

mestrado e doutorado profissional no âmbito da pós-graduação strictu sensu. Diário Oficial da

República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 24 mar. 2017, seção 1, p. 61.

BRASIL. Ministério da Educação. Portaria normativa nº17, de 28 de dezembro de 2009.

Dispõe sobre o mestrado profissional no âmbito da Fundação Coordenação de

Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Diário Oficial da República Federativa do

Brasil. Brasília, DF, 28 dez. 2009, seção 1, p. 20.

CARNEIRO, J. A. C. A teoria comparativa do conhecimento de Ludwik Fleck:

comunicabilidade e incomensurabilidade no desenvolvimento das ideias científicas. 2012.

p. Dissertação (Mestrado em Filosofia). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências

Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP.

DELIZOICOV, D. Pesquisa em ensino de ciências como ciências humanas aplicadas. Revista

Brasileira de Ensino de Física, v. 21, p.145-175, ago., 2004.

DELIZOICOV, N. C. O movimento do sangue no corpo humano: história e ensino. 2002.

p. Tese (Doutorado em Educação). Centro de Ciências da Educação, Universidade Federal

de Santa Catarina, Florianópolis, SC.

DELIZOICOV, D. et al. Sociogênese do conhecimento e pesquisa em ensino: contribuições a

partir do referencial fleckiano. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências,

, 1999. Atas do II Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências. Valinhos:

NUTES-UFRJ, 1999. p.1-14.

FERREIRA, N. S. A. As pesquisas denominadas "estado da arte". Educação & Sociedade, n.

, p. 257-272, 2002.

FLECK, L. Genèse et développement d’un fait scientifique. Paris: Champs Sciences, 2008.

GAMBOA, S. S. Pesquisa em Educação: métodos e epistemologias. Chapecó: Argos, 2007.

LAMBACH, M.; MARQUES, C. A. Ensino de química na educação de jovens e adultos:

relação entre estilos de pensamento e formação docente. Investigações em Ensino de

Ciências, v. 14, n. 2, p. 219-135, 2009.

LAROCCA, P.; ROSSO, A. J.; SOUZA, A. P. A formulação dos objetivos de pesquisa na

pós-graduação em Educação: uma discussão necessária. Revista Brasileira de PósGraduação, v. 2, n. 3, p. 118-133, 2005.

LORENZETTI, L. Estilo de pensamento em educação ambiental: uma análise a partir das

dissertações e teses. Florianópolis – SC, 2008. 407f. Tese (Programa de Pós-Graduação em

Educação Científica e Tecnológica). Universidade Federal de Santa Catarina.

MACHADO, M. M. O professor. In: HADDAD, S. (org.). Educação de jovens e adultos no

Brasil (1986 – 1998). Brasília: MEC/Inep/Comped, 2002. p.25-46.

MEGID-NETO, J. M. Tendências da pesquisa acadêmica sobre o ensino de ciências no

nível fundamental. 1999. 365p. Tese (Doutorado). Faculdade de Educação, Universidade

Estadual de Campinas, Campinas, SP.

MUENCHEN, C.; DELIZOICOV, D. Pesquisas em educação em ciências na região de Santa

Maria/RS: algumas características. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em

Ciências, 7., 2009. Atas do VII Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em

Ciências. Florianópolis: NUTES-UFRJ, 2009. p.1-12.

OSTERMANN, F; REZENDE, F. Projetos de desenvolvimento e de pesquisa na área de

ensino de ciências e matemática: uma reflexão sobre mestrados profissionais. Caderno

Brasileiro de Ensino de Física, v. 26, n. 1, p. 66-80, 2009.

PARANHOS, R. D.; CARNEIRO, M. H. S. Ensino de biologia na educação de jovens e

adultos: desafios para uma formação que proporcione o desenvolvimento humano. Rev. EJA

em Debate, v. 8, n. 14, p. 1-24, jul./dez., 2019a.

PARANHOS, R. D.; CARNEIRO, M. H. S. Ensino de biologia na educação de jovens e

adultos: distribuição da produção científica e aspectos que caracterizam o interesse intelectual

de um coletivo de pesquisadores. Rev. Contexto & Educação, v. 34, n. 108, p. 269-286, jun.,

b.

PARANHOS, R. D. Ensino de Biologia na Educação de Jovens e Adultos: o pensamento

político-pedagógico da produção científica brasileira. Brasília – DF, 2017. 229f. Tese

(Doutorado – Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade de Brasília.

PORTO, M. L. O.; TEIXEIRA, P. M. M. Ensino de biologia na Educação de Jovens e

Adultos (EJA): um estudo de revisão bibliográfica. Revista da SBenBio, n. 7, p. 5437-5448,

ROMANOWSKI, J. P.; ENS, R. T. As pesquisas denominadas do tipo “estado da arte” em

educação. Diálogo Educacional, v. 6, n. 19, p. 37-50, 2006.

SLONGO, I. I. P. A produção acadêmica em ensino de biologia: um estudo a partir de teses

e dissertações. 2004. 360p. Tese (Doutorado em Educação). Centro de Ciências da Educação,

Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC.

SLONGO, I. I. P.; DELIZOICOV, D. Um panorama da produção acadêmica em ensino de

biologia desenvolvida em programas nacionais de pós-graduação. Investigações em Ensino

de Ciências, v. 11, n. 3, dez., 2006.

SOUZA, A. C. Políticas públicas de educação de jovens e adultos. In: HADDAD, S. (org.).

Educação de jovens e adultos no Brasil (1986 – 1998). Brasília: MEC/Inep/Comped, 2002.

p.85-111.

TEIXEIRA, P. M. M. 35 anos da produção acadêmica em ensino de biologia no Brasil:

catálogo analítico de dissertações e teses (1972-2006). Vitória da Conquista: Edições UESB,

TEIXEIRA, P. M. M. Pesquisa em ensino de biologia no Brasil [1972 - 2004]: um estudo

baseado em dissertações e teses. 2008. 406. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.




DOI: https://doi.org/10.18554/rt.v13i2.4711

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Revista Triângulo

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.

A Revista Triângulo é signatária da DECLARAÇÃO DO MÉXICO - Declaração Conjunta LATINDEX-REDALYC-CLACSO-IBICT que recomenda o uso da licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual (CC BY-NC -SA, em inglês) para garantir a proteção da produção acadêmica e científica regional em Acesso Aberto. 

Triangulo Journal is signatory of MEXICO DECLARATION - LATINDEX-REDALYC-CLACSO-IBICT Joint Declaration recommending the use of the license to ensure the protection of academic production and regional scientific research in Open Access.

La Revista Triangulo es signataria de la DECLARACIÓN DE MÉXICO - Declaración Conjunta LATINDEX-REDALYC-CLACSO-IBICT que recomienda el uso de la licencia Creative Commons Asignación-NoComercial-CompartirIgual (CC BY-NC -SA, en inglés) para garantizar la protección de la producción académica y científica regional en Acceso Abierto.