EXPANSÃO DO SETOR SUCROALCOOLEIRO NO BRASIL: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

Leonardo José Silveira, Natalya Dayrell de Carvalho

Resumo


O aumento da produção de biocombustíveis no mundo é um fato. Neste artigo
apresentamos algumas reflexões referentes à expansão da indústria canavieira no Brasil. Sem
desconsiderar o contexto histórico de formação do território brasileiro e sua relação com a cultura
da cana, nosso recorte temporal parte da criação do Proálcool, em 1975, até os dias atuais. Para
tanto, buscou-se levantamento bibliográfico de documentos como “O Estado Mundial da
Agricultura e da Alimentação” (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A AGRICULTURA
E ALIMENTAÇÃO, 2008) e o Relatório da Anistia Internacional - 2008, além de outros importantes
textos para fundamentar a discussão. O objetivo é trazer contribuições e elementos para a
questão a fim de ampliar o debate, que se faz necessário na ordem do dia. Observa-se
atualmente no país, o incentivo do Estado em expandir as áreas cultivadas pela cana. Tal
empenho, que inclui financiamentos e isenção de impostos, vem de encontro às ordens
internacionais relacionadas aos biocombustíveis, ao invés de primar pela promoção do
desenvolvimento nacional, em seu aspecto mais amplo. Nesse sentido, traçamos um panorama
da recente expansão da indústria sucroalcooleira no sentido Centro-Sul do país, especificamente,
na região do Triângulo Mineiro, Estado de Minas Gerais. Buscou-se levantar a discussão no
âmbito sócio-ambiental, problematizando a produção dessa fonte de energia, supostamente
“limpa”; correlacionar a precarização e involução geradas nas relações de trabalho, bem como os
problemas de ordem ambiental, criados por esta monocultura. As análises nos conduzem a
importantes reflexões sobre a real necessidade dos biocombustíveis e os possíveis
desdobramentos desencadeados por esta opção.

Palavras-chave: setor sucroalcooleiro. Cana-de-açúcar. Precarização do trabalho Triângulo
Mineiro.



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DOI: https://doi.org/10.18554/rt.v1i1.49

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