A DIVERSIDADE QUE VIEMOS A SER: EDUCAÇÃO E AGIR AUTÔNOMO NA INSCRIÇÃO DE EUS AUTÊNTICOS EM COMUNIDADES DINÂMICAS

Charles Bazerman

Resumo


O trabalho com a diversidade acentuou aquilo que trazemos em nós nas nossas
histórias de família e comunitária e em nossas práticas e conhecimentos linguísticos e culturais.
Esse trabalho nos ajudou a reconhecer as diferentes pessoas que compõem nossas nações e
os recursos que trazem; ele tem sido importante na disrupção  de forças homogeneizantes,
hierárquicas e supressoras, tendo permitido a participação de mais pessoas nas questões
nacionais e a inclusão por estas de mais de si mesmas em nossa vida comum. Contudo,
ultimamente essa é uma diversidade que olha retrospectivamente para o lugar em que
nascemos e para aqueles entre os quais nascemos. A complexidade e a fluidez da vida
moderna sugerem outra maneira de ver a diversidade  - na autenticidade que desenvolvemos
individualmente ao nos expandirmos de nossas comunidades para as muitas configurações
sociais que o mundo moderno oferece. Esse mundo das profissões e dos locais de trabalho, da mobilidade econômica e geográfica, das afiliações virtuais e materiais, e das “remisturas”
urbanas oferece a possibilidade de as pessoas levarem vidas bem diferentes das de seus pais,
desenvolverem novos valores e interesses, adotar novas identidades e afiliações e
comprometer-se com ações e objetivos distintos. Nesse processo de refeitura social constante,
a educação superior tem um papel  fundamental, pois, nela, os estudantes entram em contato
com pessoas vindas de diferentes contextos e fazem novos amigos, descobrem novos valores e
interesses, refletem acerca de onde estavam e para onde estão indo e adquirem as aptidões
que lhes permitirão participar de novas comunidades e as levam a novos lugares na vida depois
da graduação. Ao longo da educação superior, as pessoas descobrem novos objetivos,
estabelecem novos rumos e se desenvolvem rumo a novas vidas. Na qualidade de professores
de língua e cultura, podemos ajudar os estudantes a compreender o complexo ambiente cultural
do mundo moderno, a avaliar o que é significativo para eles nesse mundo e a se apropriar das
ferramentas da participação.
 
PALAVRAS-CHAVE: Ação autônoma. Participação. Educação superior. Diversidade

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DOI: https://doi.org/10.18554/rt.v2i01.54

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