Subjetividades em construção: análise bakhtiniana da seção "Terapia de Grupo" (Revista Capricho”)

Olivaldo da Silva Marques Ferreira

Resumo


Este artigo analisa as edições de 2013 da revista “Capricho” com o objetivo de discutir, sob a perspectiva dialógica bakhtiniana, a imagem de público leitor ao qual a publicação se direciona atualmente a partir das marcas presentes na materialidade do texto. Ao analisar a seção Terapia de Grupo da referida publicação a fim de discutir o papel da mídia impressa na constituição da subjetividade de seus leitores, identificou-se a ocorrência de um gênero exclusivo da Revista, que classificamos como “terapia midiática heterogênea”. Como resultado, percebeu-se que o leitor da publicação é o adolescente (13 a 17 anos) do gênero feminino; interessado por tendências em moda, estética (corporal, maquiagens, unhas, cabelos), cultura pop (música, livros, filmes, séries e celebridades em geral) brasileira, norte-americana e inglesa, principalmente; iniciante (ou já iniciado) na vida amorosa e sexual; pertencente às classes A e B. Quanto à constituição subjetiva, nota-se que, com um discurso inserido numa perspectiva capitalista selvagem de sociedade, a “Capricho” promove a construção de sujeitos também alinhados à logica desse sistema econômico: com apoio ao consumismo desenfreado, ao individualismo e à ideologia da autoajuda.

Palavras-chave: Linguagem. Sujeito. Gênero discursivo. Capricho. Capitalismo.   

 


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DOI: https://doi.org/10.18554/rs.v5i3.1173

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ISSN: 1983-3873