AVALIAÇÃO DA FORÇA DE PREENSÃO PALMAR NO JEJUM PERIOPERATÓRIO EM PACIENTES DE CIRURGIAS ABDOMINAIS
Resumo
Introdução: O jejum noturno de 8 a 12 horas é uma pratica conservadora ainda utilizada em cirurgias eletivas. A razão dessa rotina com períodos prolongados foi instituída, quando as técnicas anestésicas eram rudimentares, para garantir o esvaziamento gastrico e evitar broncoaspiração no momento da indução anestésica. Acredita-se que o jejum prolongado associado ao trauma cirúrgico predispõe à imobilidade e, portanto, reduz força muscular e leva ao declínio funcional.Métodos: Estudo observacional com delineamento longitudinal realizado na Clínica cirúrgica do Hospital Universitario de Sergipe (HU/SE). Participaram do estudo 19 pacientes, risco cirúrgico ASA I e ASA II. A FPP foi avaliada em quatro momentos: Admissão (até 48h) (M1), Jejum préoperatório (após 8h de jejum) (M2), Jejum pós-operatório (antes da primeira refeição após a cirurgia) (M3) e Alta hospitalar (M4). O estado funcional foi avaliado na admissão e alta hospitalar em três componentes: nível de independência através do questionario do Índice de Barthel (IB); mobilidade pelo teste Time up and go (TUG) e força muscular periférica pelo Medical Research Council (MRC). A avaliação nutricional foi realizada pela equipe de Nutrição do HU/SE por meio da Avaliação Subjetiva Global (ASG) e pela Nutritional Risk Screening (NRS-2002). Resultados: A FPP reduziu significativamente em todos os momentos: M1 e M2 (p = 0,001); M2 e M3 (p = 0,001); M1 e M4 (p < 0,05) e M3 e M4 (p = 0,008). O IB demonstrou um aumento de 183,3% no grau de dependência (p = 0,001), TUG (p = 0,001) e MRC (p = 0,002) com relação a admissão. Foi observado correlação moderada significativa quando comparado a diferença entre os momentos M1 e M4 da FPP em relação as variavéis funcionais: IB (R = 0,47; p < 0,05) e MRC (R = 0,48; p < 0,05) Conclusão: O presente estudo apresentou uma redução significativa da FPP no jejum perioperatório e sugere que os efeitos metabólicos do jejum, bem como quando associado ao trauma cirúrgico, podem trazer repercussões funcionais, predispondo a fraqueza muscular consequentemente a redução da funcionalidade. Esta redução também foi correlacionada com o aumento da dependência e redução da força muscular periférica na alta hospitalar. CAAE 31446914.5.0000.5546Downloads
Publicado
2017-08-17
Edição
Seção
Resumo
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AVALIAÇÃO DA FORÇA DE PREENSÃO PALMAR NO JEJUM PERIOPERATÓRIO EM PACIENTES DE CIRURGIAS ABDOMINAIS. (2017). Anais Do Congresso Brasileiro Da Associação Brasileira De Fisioterapia Traumato-Ortopédica - ABRAFITO, 2(1). https://seer.uftm.edu.br/anaisuftm/index.php/abrafito/article/view/1881