A melhora da dor e função física após tratamento com exercícios difere entre os sexos na osteoartrite de joelho?

Autores

  • JULYA PEGATIN MORENO PEREA PEREA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)
  • ANGÉLICA V. FERRARI UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)
  • HUGO J. A. SILVA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)
  • TANIA DE FATIMA SALVINI UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)

Resumo

CONTEXTUALIZAÇÃO: A osteoartrite de joelho é mais prevalente em mulheres, que experienciam maior dor ao longo da vida devido a influências biológicas, psicológicas e sociais. OBJETIVOS: Verificar se há diferenças na melhora clínica entre homens e mulheres com osteoartrite de joelho após 8 semanas de tratamento com exercícios físicos. MÉTODOS: Análise secundária de um ensaio clínico randomizado e controlado, incluindo 40 indivíduos de ambos os sexos. Foi realizado exercícios de fortalecimento, 3 vezes por semana, durante 8 semanas. A normalidade dos dados foi verificada, e as comparações foram conduzidas por meio do teste t de Student ou do teste de Mann-Whitney, conforme a distribuição das variáveis. Os desfechos incluíram o delta de melhora da dor em repouso (EVA), função física (WOMAC) e desempenho funcional (testes de sentar e levantar, caminhada de 40 metros e teste dos degraus). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFSCar e registrado na plataforma ClinicalTrials (NCT03360500). Número CAAE: 65966617.9.0000.5504. RESULTADOS: 17 homens e 23 mulheres, com idade média de 59.3 anos (+8.85) e IMC 29.46 kg/m2 (+3.49). Não foram encontradas diferenças entre os sexos para nenhuma das variáveis analisadas. O teste t para amostras independentes mostrou que os valores médios da melhora da velocidade de marcha no teste de caminhada foram semelhantes entre os grupos (feminino: -0,0744 ± 0,5914; masculino: -0,1254 ± 0,6864), t(38) = 0,242, p = 0,810. Da mesma forma, não houve diferença significativa para a melhora do desempenho do teste do degrau (feminino: -1,9652 ± 9,6416; masculino: 0,4800 ± 5,0168), t(38) = -0,856, p = 0,397. Para os escores do WOMAC, os resultados também não indicaram diferenças entre os sexos: da melhora da subescala de dor  (feminino: -30,5556 ± 25,9338; masculino: -27,0000 ± 19,5406), t(38) = -0,437, p = 0,665; melhora da subescala de função  (feminino: -20,8000 ± 24,0533; masculino: -21,8323 ± 22,1804), t(38) = 0,130, p = 0,897; e melhora total WOMAC (feminino: -26,1622 ± 21,9240; masculino: -27,5862 ± 19,5346), t(38) = 0,199, p = 0,843. O teste de Mann-Whitney para as variáveis não paramétricas, também não indicou diferenças estatisticamente significativas. A comparação para a melhora da dor em repouso mostrou que as medidas foram semelhantes entre os grupos (feminino: 20,74; masculino: 20,00), U = 169, Z = -0,188, p = 0,851. Para a melhora do desempenho no teste de 30 segundos de sentar e levantar os valores médios também não indicaram diferenças entre os grupos (feminino: 21,28; masculino: 18,88), U = 154,5, Z = -0,610, p = 0,542. Os escores da melhora da subescala de rigidez do WOMAC  também não diferiram significativamente entre os sexos (feminino: 22,37; masculino: 16,62), U = 125, Z = -1,466, p = 0,143. CONCLUSÕES: Os resultados indicam que não há influência do sexo para a melhora de dor e função de indivíduos com osteoartrite de joelho submetidos a programa de exercícios por 8 semanas. IMPLICAÇÕES: Apesar das diferenças no processamento da dor entre homens e mulheres, o sexo pode não ser um fator determinante na resposta aos exercícios para dor e função nessa população.

Publicado

2025-08-31

Como Citar

A melhora da dor e função física após tratamento com exercícios difere entre os sexos na osteoartrite de joelho?. (2025). Anais Do Congresso Brasileiro Da Associação Brasileira De Fisioterapia Traumato-Ortopédica - ABRAFITO, 5(1). https://seer.uftm.edu.br/anaisuftm/index.php/abrafito/article/view/2576