AUTOEFICÁCIA, COMPORTAMENTOS DE EVITAÇÃO E INCAPACIDADE EM PACIENTES COM DOR CRÔNICA NO OMBRO EM REABILITAÇÃO

Autores

  • DAVI PROTTI PEZOLATO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) - CAMPUS RIBEIRÃO PRETO
  • CAROLINA MATIELLO SOUZA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) - CAMPUS RIBEIRÃO PRETO
  • BIANCA OKUHA PIRES UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) - CAMPUS RIBEIRÃO PRETO
  • ANAMARIA SIRIANI DE OLIVEIRA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) - CAMPUS RIBEIRÃO PRETO

Resumo

CONTEXTUALIZAÇÃO: A avaliação e o manejo de fatores psicológicos e comportamentais, como a autoeficácia e os comportamentos de evitação, são fundamentais para intervenções mais eficazes e centradas no paciente. Compreender essas variáveis pode contribuir para otimizar os desfechos clínicos em pacientes com dor crônica no ombro. OBJETIVOS: Investigar a associação entre autoeficácia, comportamentos de evitação e incapacidade em pacientes com dor crônica no ombro. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal conduzido com pacientes com dor crônica no ombro atendidos no Serviço de Fisioterapia do Centro de Saúde Escola Prof. Dr. Joel Machado-Sumarezinho, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. O projeto tem aprovação pelo Comitê de Ética (CAAE: 39289920.7.0000.5440). A autoeficácia foi avaliada pelo Pain Self-Efficacy Questionnaire (PSEQ), a incapacidade relacionada ao ombro pelo Shoulder Pain and Disability Index (SPADI), os comportamentos de evitação pela Avoidance ofDaily Activities Photo Scale (ADAP) e a intensidade de dor pela Escala Numérica de Dor (END). As associações entre os dados dos questionários (PSEQ e SPADI; PSEQ e ADAP; SPADI e ADAP, PSEQ e END) foram analisadas utilizando o coeficiente de correlação de Spearman, uma vez que os dados não apresentaram distribuição normal. A magnitude das correlações foi classificada como alta (r > 0,70), moderada (r >0,40 e < 0,70) e baixa (r < 0,40). RESULTADOS: Oitenta e oito pacientes com dor crônica no ombro participaram do estudo, sendo a maioria do sexo feminino (76,1%) com média de idade de 50 anos, tempo médio de dor de 32 meses e intensidade de dor moderada (END=4). Em adição, 63,6% dos participantes relataram dor no momento da avaliação e a maioria (87,9%) fazia uso de medicamentos para dor. Os resultados indicaram uma correlação negativa e baixa entre as pontuações dos questionários PSEQ e SPADI (rho = -0,38, p < 0,001), e uma correlação negativa e moderada entre PSEQ e ADAP (rho = -0,40; p < 0,001). Além disso, observou-se uma correlação positiva e alta entre SPADI e ADAP (rho = 0,77, p < 0,001) euma correlação negativa e baixa entre PSEQ e END (rho = -0,34, p < 0,001).  CONCLUSÕES: Os achados deste estudo sugerem que menores níveis de autoeficácia estão associados a maiores níveis de incapacidade, dor e comportamentos de evitação. Além disso, altos níveis de incapacidade estão associados a comportamentos de evitação em pacientes com dor crônica no ombro. IMPLICAÇÕES: Esses resultados reforçam a importância de abordagens terapêuticas que considerem fatores psicológicos e comportamentais no manejo de dor e incapacidade. Estratégias voltadas para o aumento daautoeficácia podem contribuir para reduzir comportamentos de evitação e minimizar a incapacidade, contribuindo para melhores desfechos clínicos e funcionais.

Publicado

2025-08-31

Como Citar

AUTOEFICÁCIA, COMPORTAMENTOS DE EVITAÇÃO E INCAPACIDADE EM PACIENTES COM DOR CRÔNICA NO OMBRO EM REABILITAÇÃO. (2025). Anais Do Congresso Brasileiro Da Associação Brasileira De Fisioterapia Traumato-Ortopédica - ABRAFITO, 5(1). https://seer.uftm.edu.br/anaisuftm/index.php/abrafito/article/view/2621