AVALIAÇÃO ISOMÉTRICA DA FORÇA E TORQUE DE MÚSCULOS DOS MEMBROS INFERIORES EM CORREDORES DO MEIO OESTE DE SANTA CATARINA

Autores

  • KANANDRA CAROL DA COSTA UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA (UNOESC)
  • GILSON PATRICK MENEGASSI UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA (UNOESC)
  • GISELE CANAL MASIERO UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA (UNOESC)
  • EDUARDO LINDEN JUNIOR UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA (UNOESC)

Resumo

CONTEXTUALIZAÇÃO: A prática da corrida é realizada há muito tempo, sendo um dos esportes mais populares em todo o mundo. Contudo, apesar de sua popularidade, lesões musculoesqueléticas são comuns e estão relacionadas a diversos fatores, tais como: alterações na força muscular, assimetrias musculares entre membros, desequilíbrios entre músculos agonistas e antagonistas, e alterações na relação sinérgica entre os músculos. OBJETIVOS: O objetivo do estudo foi avaliar isometricamente a força e o torque de músculos dos membros inferiores em corredores, analisando a assimetria muscular entre os lados dominante e não dominante, a relação agonista-antagonista e as sinergias musculares. MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal com corredores do Meio Oeste de Santa Catarina que corriam por, no mínimo, 8 meses, duas vezes na semana e 10 km por semana. Foram analisados o pico de força muscular e o torque por meio de contração isométrica voluntária máxima utilizando um dinamômetro manual isométrico (SP Tech, MedEOR, Florianópolis, BR) durante os movimentos de abdução de quadril, flexão de joelho, extensão de joelho, plantiflexão de tornozelo e dorsiflexão de tornozelo. A coleta dos dados foi realizada por meio de três contrações isométricas voluntárias máximas de 5 segundos e intervalos de descanso de 30 segundos entre as contrações. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Oeste de Santa Catarina com o número de parecer 6.863.799 (CAAE: 79735724.1.0000.5367). RESULTADOS: Foram analisados dados de 20 corredores, sendo 12 do sexo feminino (60%) e 8 do sexo masculino (40%), com média de idade de 37,35 ± 9,79 anos. A análise de assimetria muscular entre os membros dominante e não dominante demonstrou diferença significativa somente nos músculos flexores do joelho tanto no pico de força muscular quanto no torque (p < 0,05). Para os demais movimentos não houve diferenças significativas entre os membros dominante e não dominante (p > 0,05). Na análise das relações entre os músculos no mesmo membro inferior, observou-se relação isquiotibiais/quadríceps (I/Q) de 0,548 ± 0,293 no lado dominante e 0,512 ± 0,420 no lado não dominante, relação quadríceps/tríceps sural de 0,492 ± 0,292 no lado dominante e 0,424 ± 0,225 no lado não dominante, relação tibial anterior/tríceps sural de 0,346 ± 0,233 no lado dominante e 0,304 ± 0,223 no lado não dominante e relação tríceps sural/isquiotibiais de 0,565 ± 0,211 no lado dominante e 0,677 ± 0,181 no lado não dominante. CONCLUSÕES: Conclui-se que, na amostra estudada, não houveram assimetrias musculares significativas na maioria dos movimentos analisados, com exceção dos flexores do joelho. A relação isquiotibiais/quadríceps (I/Q) foi semelhante à literatura existente e as demais relações musculares analisadas proporcionam uma maior compreensão da relação entre esses músculos em corredores. IMPLICAÇÕES: A análise de assimetrias musculares entre os membros inferiores e das relações musculares no mesmo membro inferior são importantes na avaliação de corredores. Os resultados demonstrados no estudo possibilitam compreender um pouco mais sobre quais são as relações musculares esperadas em corredores.

Publicado

2025-08-31

Como Citar

AVALIAÇÃO ISOMÉTRICA DA FORÇA E TORQUE DE MÚSCULOS DOS MEMBROS INFERIORES EM CORREDORES DO MEIO OESTE DE SANTA CATARINA. (2025). Anais Do Congresso Brasileiro Da Associação Brasileira De Fisioterapia Traumato-Ortopédica - ABRAFITO, 5(1). https://seer.uftm.edu.br/anaisuftm/index.php/abrafito/article/view/2657