Dor musculoesquelética na COVID Longa: Associação com os perfis sociodemográfico, econômico e clínico

Autores

  • AEBE ALVES TORRES ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA (EMESCAM)
  • DAIANE KELLY KUSTER ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA (EMESCAM)
  • ALICE BELIENE PECLY ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA (EMESCAM)
  • ESTHER DE LA FUENTE GABRIELLE ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA (EMESCAM)
  • JULIA REZENDE SCHEIDEGGER UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL)
  • LARA BOURGUINGNON LOPES ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA (EMESCAM)
  • ROBERTA RIBEIRO BATISTA BARBOSA ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA (EMESCAM)

Resumo

CONTEXTUALIZAÇÃO: A COVID Longa é caracterizada por sintomas que aparecem até três meses após a contaminação por COVID-19 e duram pelo menos dois meses, não podendo ser explicados por outro diagnóstico. Dentre os sintomas persistentes, a dor musculoesquelética destaca-se por sua relevância clínica, e demanda atenção no acompanhamento dessa população. OBJETIVOS: Associar a dor musculoesquelética com os perfis sociodemográfico, econômico e clínico em indivíduos com COVID Longa. MÉTODOS: Estudo epidemiológico, observacional transversal. Participaram do estudo 306 indivíduos com diagnóstico de COVID-19 confirmado pelo teste de PCR-RT, notificados pelo Sistema de Notificação Compulsória de Doenças da Vigilância em Saúde do Espírito Santo, que evoluíram para COVID Longa identificada pelo instrumento The Newcastle post-COVID syndrome Follow-up Screening Questionnaire. Foram incluídos maiores de 18 anos, ambos os sexos, e que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram excluídos os que não completaram a entrevista e os portadores de doença neurológica ou cognitiva grave. Os participantes foram contactados via ligação telefônica e assinaram o TCLE pelo WhatsApp. Foram aplicados questionários para a caracterização dos perfis sociodemográfico, econômico e clínico. Para responder ao objetivo proposto utilizou-se a pergunta “Surgiu alguma dor musculoesquelética em até três meses após a infecção pela COVID-19?’’. A análise descritiva foi reportada através de frequências absolutas e relativas e para associação entre os grupos, foram utilizados os testes de Qui-quadrado ou Exato de Fisher. O estudo foi aprovado pelo CEP nº 5.970.250 e financiado pela FAPES.  RESULTADOS: Dos participantes, 49,1% relataram dor musculoesquelética em até 2 meses após a contaminação por COVID-19, caracterizando a condição de COVID Longa. A presença de dor musculoesquelética mostrou uma associação estatisticamente (p<0,05) significativa com o sexo feminino, cor branca, não etilista, obesidade e inatividade física. Por outro lado, participantes com renda individual entre 7100 e 22000 relataram ausência de dor. CONCLUSÕES: De acordo com o nosso estudo, podemos observar que ser do sexo feminino, de cor branca, não consumir bebida alcoólica, não praticar atividade física e ser obeso está associado a dor musculoesquelética nos indivíduos com COVID Longa. Esses dados demonstram o impacto dos fatores sociodemográficos, econômicos e clínicos na dor como manifestação da COVID longa e indicam a necessidade de diretrizes de saúde pública que incorpore esses fatores na formulação de estratégias de atenção à dor em indivíduos com COVID Longa. IMPLICAÇÕES: Os resultados desse estudo têm implicações importantes para a prática clínica e para a formulação de estratégias em saúde pública. A identificação dos fatores associados à dor musculoesquelética na COVID Longa permite direcionar ações de prevenção e acompanhamento de grupos vulneráveis. Além disso, os dados contribuem para o aprimoramento de protocolos de acompanhamento pós-COVID com foco no cuidado.

Publicado

2025-09-11

Como Citar

Dor musculoesquelética na COVID Longa: Associação com os perfis sociodemográfico, econômico e clínico. (2025). Anais Do Congresso Brasileiro Da Associação Brasileira De Fisioterapia Traumato-Ortopédica - ABRAFITO, 5(1). https://seer.uftm.edu.br/anaisuftm/index.php/abrafito/article/view/2689