PREVALÊNCIA DE DOR CRÔNICA EM UM ESTADO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Autores

  • CECÍLIA EMILY COSTA DOS SANTOS UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP)
  • VANESSA CRISTINA CRUZ GURJÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP)
  • LUANA BRITO VAZ UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP)
  • BEATRIZ RAMOS DE SÁ UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP)
  • RENAN LIMA MONTEIRO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP)
  • NATALIA CAMARGO RODRIGUES IOSIMUTA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP)
  • AREOLINO PENA MATOS UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA)

Resumo

CONTEXTUALIZAÇÃO: A dor crônica representa um relevante desafio de saúde pública, não apenas por sua alta prevalência, como pelos múltiplos impactos que impõe, como limitações funcionais, sofrimento emocional e prejuízos sociais. Compreender a manifestação dessa condição em distintos contextos populacionais é essencial para a formulação de políticas públicas eficazes e o desenvolvimento de estratégias de intervenção adequadas. Na região Amazônica, entretanto, a escassez de estudos sobre o tema ainda constitui uma barreira para sua compreensão detalhada. Neste contexto, é fundamental conduzir pesquisas que aprofundem o entendimento sobre a distribuição e as características da dor crônica nesta região do país, orientando ações mais sensíveis às necessidades da população. OBJETIVOS: Estimar a prevalência de dor crônica na população do estado do Amapá e o perfil desses indivíduos. MÉTODOS: Estudo transversal com 204 participantes, maiores de 18 anos, recrutados por meio de questionário estruturado on-line. RESULTADOS: Os participantes residiam no estado do Amapá, com média de idade de 32,6 anos (± 11,3), predominando o sexo feminino (n=145 participantes, 71,1%). A prevalência de dor crônica foi de 54,9% (n = 112). Quanto à raça/cor autodeclarada, destacaram-se os participantes pardos (54,9%), seguidos por brancos (28,9%), pretos (15,7%) e amarelos (0,5%). Doenças ou comorbidades associadas foram referidas por 22,1% (n = 45). Apenas 33,3% (n = 68) relataram prática regular de atividade física. CONCLUSÕES: Este estudo pioneiro identificou uma alta prevalência de dor crônica na população analisada, estimada em 54,9% (IC95%: 48,0%–61,6%), com maior ocorrência entre mulheres e entre aqueles que não praticam atividade física regularmente, sugerindo possíveis fatores associados. Os achados reforçam a dor crônica como uma condição relevante de saúde pública na região, ainda carente de investigação.   IMPLICAÇÕES: A formulação de políticas públicas e privadas voltadas ao manejo da dor crônica, bem como a qualificação de profissionais de saúde, pode contribuir para a mitigação dos impactos físicos, econômicos e sociais dessa condição na região Amazônica.

Publicado

2025-08-31

Como Citar

PREVALÊNCIA DE DOR CRÔNICA EM UM ESTADO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA. (2025). Anais Do Congresso Brasileiro Da Associação Brasileira De Fisioterapia Traumato-Ortopédica - ABRAFITO, 5(1). https://seer.uftm.edu.br/anaisuftm/index.php/abrafito/article/view/2733