Alongamento agudo da musculatura agonista X antagonista no desempenho funcional do membro inferior

Victória Marianne Araújo Valadão, Caio de Paula Martins, Rafael Mian da Silva, Daniel Ferreira Moreira Lobato

Resumo


Objetivo: Comparar o efeito do alongamento muscular agudo da musculatura agonista e antagonista em membros inferiores sobre a performance em testes de salto. Método: O estudo envolveu 20 atletas futebolistas, do sexo masculino, com idade entre 14 e 17 anos, divididos aleatoriamente em dois grupos: 1) submetidos ao alongamento agudo da musculatura agonista (extensores de quadril e joelho e flexores plantares de tornozelo – n= 10) e 2) submetidos ao alongamento agudo da musculatura antagonista (flexores de quadril e joelho e dorsiflexores de tornozelo – n= 10). Um dos membros inferiores foi sorteado para receber a intervenção e o membro contralateral foi considerado como controle interno. O desempenho funcional foi avaliado por meio do triple hop test e six-meter timed hop test, antes e após a realização dos alongamentos (3 séries de 30 segundos), considerando-se o melhor resultado obtido em 3 tentativas válidas de cada teste. Resultados: Não houve diferença significativa (α= 5%) entre o desempenho pré e pós-alongamento, tanto da musculatura agonista quanto da musculatura antagonista, em ambos os testes, assim como para o membro inferior controle. Conclusões: A realização do alongamento agudo na musculatura agonista e antagonista parece não interferir na performance dos atletas em atividades de salto.


Palavras-chave


exercícios de alongamento muscular, modalidades de fisioterapia, desempenho atlético

Texto completo:

P.46-50

Referências


Sandberg JB, Wagnerd R, Willardson JM, Smith GA. Acute effects of antagonist stretching on jump height, torque, and electromyography of agonist musculature. J Strength Cond Res 2012; 26(5):1249-56.

Ramos GV, Santos RR, Gonçalves A. Influência do alongamento sobre a força muscular: uma breve revisão sobre as possíveis causas. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2007; 9(2):203-6.

Sady SP, Wartman M, Blanke D. Flexibility training: ballistic, static or proprioceptive neuromuscular facilitation?. Arch Phys Med Reabil 1982; 63(6):261-3.

Hall MC, Brody, TL. Exercícios terapêuticos: na busca da função. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.

Bandy WD, Sanders, B. Exercício terapêutico, técnicas para intervenção. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2003.

Dacardia CF, Silva MJ. Efeitos agudos do alongamento estático no rendimento de testes funcionais em atletas de futebol. Rev Ter Man 2011; 9(45):503-507.

O’Connor DM, Crowe MJ, Spinks WL. Effects of static stretching on leg power during cycling. J Sports Med Phys Fitness 2006; 46(1):52-56.

Silveira RDND, Farias JMD, Alvarez BR, Vieira J. Efeito agudo do alongamento estático em músculo agonista nos níveis de ativação e no desempenho da força de homens treinados. Rev Bras Med Esporte 2011; 17(1):26-30.

Tricoli V, Paulo AC. Efeito agudo dos exercícios de alongamento sobre o desempenho de força máxima. Rev Bras Ativ Fís Saúde 2002; 7(1):6-13.

Shrier I. Does Stretching Improve Performance: A Systematic and Critical Review of the Literature. Clin J Sport Med 2004; 14(5):267-273.

Simic L, Sarabon N, Markovic G. Does pre-exercise static stretching inhibit maximal muscular performance? A meta-analytical review. Scand J Med Sci Sports 2013; 23:131–148

Endlich PW, Farina GR, Gonçalves WLS, Moysés MR, Mill JG, Abreu GRD. Efeitos agudos do alongamento estático no desempenho da força dinâmica em homens jovens. Rev Bras Med Esporte 2009; 15(3):200-203.

Fowles JR, Sale DG, MacDougall M. Reduce strength after passive stretch of the human plantar flexores. J Appl Physol 2000; 89(5):1179-88.

Wilson G, Elliot B, Wood G. Stretching shorten cycle performance enhancement through flexibility training. Med Sci Sports Exerc 1992; 24:116-23.

Barbanti VJ, Ugrinowitsch C. O ciclo de alongamento e encurtamento e a “performance” no salto vertical. Rev Paul Educ Fis 1998; 12:85-94.

Simão R, Giacomini MB, Dornelles TS, Marramon MG, Viveiros LE. Influência do aquecimento específico e da flexibilidade no teste de 1 RM. Rev Bras Fisiol Exerc 2003; 2:134-40.

Behm DG, Bambuery A, Cahill F, Power K. Effect of acute static stretching on force, balance, reaction time a movement time. Med Sci Sports Exerc 2004; 36:1397-402.

Miranda H, Paz GA, Antunes H, Maia MDF, Novaes JDS. Efeito agudo do alongamento estático nos antagonistas sobre o teste de repetições máximas para os músculos agonistas. R Bras Ci e Mov 2014; 22(2):19-26.

Ruan M, Zhang Q, Wu X. Acute Effects of Static Stretching of Hamstring on Performance and Anterior Cruciate Ligament Injury Risk During Stop-Jump and Cutting Tasks in Female Athletes. J Strength Cond Res 2017; 31(5):1241-1250.

Bolgla LA, Keskula DR. Reliability of lower extremity functional performance tests. J Orthop Sports Phys Ther 1997; 26(3):138-42.

Wordell, TW, Smith, TL, Winegardner, J. Effect of hamstring stretching on hamstring performance. J Orthop Sports Phys Ther 1994; 20(3):154-159.

Shrier, I. Stretching before exercise does not reduce the risk of local muscle injury: a critical review of the clinical e basic science literature. Clin J Sport Med 1999; 9(4):221-227.

Young W, Eliott S. Acute effects of static stretching, proprioceptive neuromuscular facilitation stretching, and maximum voluntary contraction on explosive force production and jupping performance. Res Q Exerc Sport 2001; 72(3):273-279.

Magnusson P, Renstrom P. The European College of Sports Sciences Position statement: the role of stretching exercises in sport. Eur J Sport Sci. 2006; 6(2):87-91.

Behm DG, Chaouachi A. A review of the acute effects of static and dynamic stretching on performance. Eur J Appl Physiol 2011; 111(11):2633-51.

Burkett LN, Phillips WT, Ziuraitis J. The best warm-up for the vertical jump in college-age athletic men. J Strength Cond Res 2005; 19(3):673-676.

Cramer JT, Housh TJ, Weir JP, Johnson GO, Coburn JW, Beck TW. The acute effects of static stretching on peak torque, mean power output, electromyography, and mechanomyography. Eur J Appl Physiol 2005; 93(5-6):530-539.

Unick J, Kieffer HS, Chessman W, Feeney A. The acute effects of static and ballistic stretching on vertical jump performance in trained women. J Strength Cond Res 2005; 19(1):206-212.

Wiktorsson-Möller M, Öberg B, Ekstrand J, Gillquist J. Effects of warming up, massage, and stretching on range of motion and muscle strength in the lower extremity. Am J Sports Med 1983; 11:249-252.

Di Alencar TAM, Matias KFDS. Princípios fisiológicos do aquecimento e alongamento muscular na atividade esportiva. Rev Bras Med Esporte 2010; 16(3):230-234.




DOI: https://doi.org/10.17648/aces.v7n1.3479

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 

 

Licença Creative Commons
Arquivos de Ciências do Esporte da Universidade Federal do Triângulo Mineiro está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/aces.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em http://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/aces.