Mapeamento digital e reorganização territorial na atenção primária
experiência de residentes em saúde coletiva
DOI:
https://doi.org/10.18554/refacs.v14i00.8822Palavras-chave:
Territorialização da Atenção Primária, Vigilância em Saúde Pública, Saúde PúblicaResumo
Objetivo: relatar a experiência de profissionais de saúde residentes no processo participativo de mapeamento digital e reorganização territorial das microáreas de uma Unidade Básica de Saúde da Família. Método: trata-se de um relato de experiência, vivenciado por residentes em Saúde Coletiva, profissionais de uma Unidade Básica de Saúde da Família e a coordenação da Atenção Primária à Saúde. As atividades foram desenvolvidas entre agosto e setembro de 2025 e incluíram reuniões e pactuação coletiva. O processo envolveu análise dos mapas vigentes e marcação de áreas descobertas, seguido da construção digital de um novo mapa no MyMaps. Resultados: após as discussões acerca das fragilidades, houve a reorganização e redistribuição das microáreas através da ferramenta digital. Identificou-se por análise comparativa que o mapa anterior apresentava limitações como microáreas sem delimitação espacial, o que representava lacunas na cobertura assistencial e falha na atuação estratégica do serviço. Com a reorganização aumentou-se a área de abrangência com uma delimitação poligonal que permitiu subsídios para estratificação de vulnerabilidades, definição de prioridades e monitoramento de ações. Conclusão: a reorganização territorial qualificou a Atenção Primária à Saúde ao ampliar a cobertura, reduzir vazios e fortalecer vínculos. Além disso, evidenciou-se que a territorialização participativa favorece o acesso equitativo, a integralidade do cuidado e a consolidação da Unidade Básica de Saúde da Família como referência no território.
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