Planejamento reprodutivo nas orientações em saúde: revisão integrativa

Ana Maria Alves Kubernovicz Franze, Deisi Cristine Forlin Benedet, Marilene Loewen Wall, Tatiane Herreira Trigueiro, Silvana Regina Rossi Kissula Souza

Resumo


Este estudo tem como objetivo identificar na literatura nacional as orientações em saúde sobre planejamento reprodutivo. Trata-se de revisão integrativa realizada no mês de abril de 2017 nas bases SCIELO, LILACS e BEDENF e MEDLINE. Incluiram-se artigos originais publicados a partir de 2011, em inglês, espanhol ou português, que contemplassem orientações em saúde sobre planejamento reprodutivo. Foram analisados 10 artigos, que evidenciaram três categorias: “O papel dos profissionais no planejamento reprodutivo”, com enfoque reduzido à contracepção como responsabilidade da mulher; “Educação em saúde desde a escola/adolescência”, direcionada à prevenção de agravos sexualmente transmissíveis e da gravidez precoce; e “Métodos contraceptivos como sinônimo de planejamento reprodutivo”, reduzindo o planejamento reprodutivo à contracepção. Evidencia-se a necessidade de ações educativas, tanto aos profissionais de saúde como usuários dos serviços, que contemplem as necessidades do usuário em sua integralidade, direcionadas à escolha consciente e autônoma quanto ao seu planejamento reprodutivo.


Palavras-chave


Planejamento familiar; Direitos sexuais e reprodutivos; Educação em saúde

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DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v7i3.3759

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