Transição do cuidado em saúde mental em contextos rurais
DOI:
https://doi.org/10.18554/refacs.v14i00.9254Palavras-chave:
Saúde Mental, Continuidade da Assistência ao Paciente, População Rural, Atenção Primária à SaúdeResumo
Objetivo: Analisar as evidências científicas acerca da transição do cuidado em saúde mental em contextos rurais. Método: Revisão narrativa, realizada em 2026, a partir de buscas nas bases de dados LILACS, MEDLINE/PubMed, SciELO, PsycINFO, Scopus, CINAHL, BDENF, Redalyc e Psicodoc, considerando publicações entre 2021 e 2025. Foram utilizados descritores controlados e não controlados relacionados à saúde mental, transição do cuidado, continuidade do cuidado e população rural. A análise se deu com produções da área. Resultados: identificou-se 5.107 registros, dos quais 4.592 considerados num primeiro momento. Após as etapas de triagem e leitura na íntegra, três estudos compuseram o corpus analítico, sendo dois internacionais (Estados Unidos e Índia) e um brasileiro. As principais dificuldades para a transição do cuidado em saúde mental em contextos rurais relacionaram-se às barreiras geográficas, à distribuição desigual de serviços especializados, às fragilidades na coordenação da atenção, à limitada integração entre os níveis assistenciais e aos desafios para garantir a continuidade do cuidado. Conclusão: A produção científica sobre transição do cuidado em saúde mental em contextos rurais ainda demonstra se mostra escassa. Os estudos disponíveis indicam que a qualificação da assistência dependem do fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, da Rede de Atenção Psicossocial e de estratégias que favoreçam a coordenação da atenção e a continuidade do cuidado.
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