Comportamento sedentário em escolares: o estado da arte

Bruno de Freitas Camilo, Jéssica de Fátima Xavier Santos, Alynne Christian Ribeiro Andaki, Regina Simões, Álvaro da Silva Santos, Renata Damião

Resumo


O objetivo deste estudo foi analisar o “estado da arte” acerca do comportamento sedentário em escolares no período entre 2012-2014. As bases de dados utilizadas para a pesquisa foram Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scielo - Scientific Electronic Library Online. O termo “comportamento sedentário” foi usado na busca inicial, sendo o resultado refinado posteriormente em “artigos”, “português”, “2012-2014”. Dois autores realizaram a leitura de títulos dos artigos de forma independente. Cinco artigos foram incluídos no estado da arte.  Os artigos encontrados abordavam dois temas principais: fatores associados ao comportamento sedentário e validade e reprodutibilidade de questionários para avaliação do comportamento sedentário. Percebe-se que não há padronização na literatura acerca dos marcadores utilizados para caracterizar o comportamento sedentário.  Também não há consenso em relação a qual tempo de exposição ao comportamento sedentário poderia estar associado aos efeitos deletérios à saúde dos escolares.


Palavras-chave


Estilo de vida sedentário; Adolescente; Criança

Referências


Rosenthal NA. Infections, chronic disease, and the epidemiological transition: a new perspective. Clin Infect Dis. 2015; 61(3):489-90.

Hallal PC, Andersen LB, Bull FC, Guthold R, Haskell W, Ekelund U, et al. Global physical activity levels: surveillance progress, pitfalls, and prospects. Lancet. 2012; 380(9838):247–57.

Sedentary Behaviour Research Network. Standardized use of the terms “sedentary” and “sedentary behaviours” [letter to the editor]. Appl Physiol Nutr Metab. 2012; 37(3):540–2.

World Health Organization. Inequalities in young people’s health: HBSC international report from the 2005/2006 survey. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe; 2008.

Ferreira NSA. As pesquisas denominadas “Estado da Arte”. Educ Soc. 2002; 23(79): 257-72.

Matos JMC, Schneider O, Mello AS, Ferreira Neto A, Santos W. A produção acadêmica sobre conteúdos de ensino na educação física escolar. Movimento. 2013; 19(2):123-48.

Romanowski JP, Ens RT. As pesquisas denominadas do tipo “estado da arte” em educação. Rev Diálogo Educ. 2006; 6(19):37-50.

Melo EM, Meneses AS, Silva Junior AG, Wanderley Junior RS, Barros MVG. Associação entre religiosidade, atividade física e comportamento sedentário em adolescentes. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2012; 17(5):359-69.

Militão AG, Silva FR, Peçanha LM, Souza JW, Militão ESG, Campbell CSG. Reprodutibilidade e validade de um questionário de avaliação do nível de atividade física e comportamento sedentário de escolares de 10 a 13 anos de idade, Distrito Federal, Brasil, 2012. Epidemiol Serv Saúde. 2013; 22(1):111-20.

Santos A, Andaki ACR, Amorim PRS, Mendes EL. Fatores associados ao comportamento sedentário em escolares de 9-12 anos de idade. Motriz. 2013; 19(3 Supl):S25-34.

Smith-Menezes A, Duarte MFS, Silva RJS. Inatividade física, comportamento sedentário e excesso de peso corporal associados à condição socioeconômica em jovens. Rev Bras Educ Fís Esp. 2012; 26(3):411-8.

Tavares LF, Castro IRR, Cardoso LA, Levy RB, Claro RM, Oliveira AF. Validade de indicadores de atividade física e comportamento sedentário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar entre adolescentes do Rio de Janeiro, Brasil. Cad Saúde Pública. 2014; 30(9):1861-74.

Dias PJP, Domingos IP, Ferreira MG, Muraro AP, Sichieri R, Gonçalves-Silva RMV. Prevalência e fatores associados aos comportamentos sedentários em adolescentes. Rev Saúde Pública. 2014; 48 (2):266-74.

Costa BGG, Silva KS, George AM, Assis MAA. Sedentary behavior during school-time: sociodemographic, weight status, physical education class, and school performance correlates in Brazilian schoolchildren. J Sci Med Sport. 2016; 20(1):70-4.

Groth SW, Rhee H, Kitzman H. Relationships among obesity, physical activity and sedentary behavior in young adolescents with and without lifetime asthma. J Asthma. 2015; 53(1):19-24.

Romero A, Borges C, Villar B. Patterns of physical activity and sedentary behavior associated with overweight in Brazilian adolescents. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2015; 20(1):26-35.

Arundell L, Fletcher E, Salmon J, Veitch J, Hinkley T. A systematic review of the prevalence of sedentary behavior during the after-school period among children aged 5-18 years. Int J Behav Nutr Phys Act. 2016; 13(1):93.

Leblanc AG, Katzmarzyk PT, Barreira TV, Broyles ST, Chaput JP, Church TS, et al. Correlates of total sedentary time and screen time in 9–11 year-old children around the world: the international study of childhood obesity, lifestyle and the environment. PLoS ONE. 2015; 10(6):e0129622.

Coombs NA, Stamatakis E. Associations between objectively assessed and questionnaire-based sedentary behaviour with BMI-defined obesity among general population children and adolescents living in England. BMJ Open. 2015; 5(6):e007172.

Santos ARM, Dabbicco P, Oliveira Cartaxo HG, Silva EAPC, Souza MRM, Freitas CMSM. Revisão sistemática acerca da influência da religiosidade na adoção de estilo de vida ativo. Rev Bras Promoç Saúde. 2013; 26(3):419-25.

Hardy LL, Booth ML, Okely AD. The Reliability of the Adolescent Sedentary Activity Questionnaire (ASAQ). Prev Med. 2007; 45(1):71-4.




DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v5i3.2079

Apontamentos

  • Não há apontamentos.