Controle do ruído: percepções da equipe e intervenção educativa em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Fabiana Jorge Bueno Galdino Barsam, Cinthia Lorena Silva Barbosa Teixeira, Cláudia Rodrigues de Oliveira, Larissa Cristina de Sousa Lima, Débora de Oliveira Ferreira, Maria Sueli de Souza Silva, Fernanda Carolina Camargo

Resumo


Estudo híbrido, composto de fase transversal-quantitativa, realizado de março a maio de 2017, através de levantamento e fase descritiva-narrativa de abordagem qualitativa, que teve como objetivo identificar a percepção do ruído de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de hospital público de ensino e descrever ações de Educação Permanente em Saúde (EPS) empreendidas para o controle do ruído. Foram identificados como principais efeitos do ruído na equipe: irritabilidade (83,3%), dores de cabeça (75%) e perda de atenção (68,3%). Principais fontes: alarmes de monitores e incubadoras (95%) e conversas na unidade (85%). A formação de Grupo Condutor com expertise, reuniões em diferentes turnos e a flexibilização da participação foram iniciativas viabilizadoras para a implementação da EPS. Foi elaborado um menu de sugestões apoiadoras ao desenvolvimento da “cultura do silêncio” no setor. Mediante o desafio mundial quanto ao controle de ruídos nestas unidades, infere-se que a descrição do processo e das iniciativas favorece sua replicação em cenários semelhantes.


Palavras-chave


Monitoramento do ruído; Unidades de terapia intensiva neonatal; Hospitais de ensino

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DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v6i3.3084

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