Frequência e duração das ações manipulativas no ato de brincar com cubos em crianças com baixa visão

Nathalia Quintino Pereira Silva, Paula Berteli Berteli Pelizaro, Karina Pereira

Resumo


Trata-se de um estudo transversal/ observacional, com o objetivo de verificar a frequência e o tempo de permanência de ações manipulativas de crianças com 7 a 10 anos ao explorar cubos de diferentes estímulos sensoriais. Foram avaliadas sete crianças com baixa visão e sete sem baixa visão (8,8 anos ±1,02). As crianças foram filmadas durante o ato de brincar com os cubos. No grupo I houve diferença significativa nos cubos de alto contraste (p=0,031) e tátil (p=0,017) para a ação manipulativa de agitar o cubo. No grupo II o resultado significativo ocorreu na ação de girar (p=0,047) o cubo luminoso e na ação de retirar as mãos (p=0,006) no cubo tátil.  Não houve diferença na média geral da frequência e no tempo de manipulação dos cubos. Os cubos com estímulos tátil e de alto contraste foram favoráveis para estimular crianças com baixa visão dos 7 aos 10 anos de idade.


Palavras-chave


Baixa visão; Desenvolvimento infantil; Destreza Motora.

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DOI: https://doi.org/10.18554/refacs.v9i0.4189

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