VARIAÇÃO ECOMORFOLÓGICA DE PEIXES BENTÔNICOS EM TRÊS CÓRREGOS NA BACIA DO ALTO RIO PARANÁ

Autores

  • Fagner de Souza Centro de Estudos Biografia
  • Augusto Frota Universidade Estadual de Maringá
  • Paulo Ricardo da Silva Camargo Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Ronielson Gaia da Silva Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Shirley Aparecida Ferreira Centro de Estudos Biografia
  • Afonso Pelli Universidade Federal do Triângulo Mineiro https://orcid.org/0000-0001-8279-2221

DOI:

https://doi.org/10.18554/acbiobras.v4i1.8736

Palavras-chave:

Relação interespecífica, ecologia de córregos, análise morfométrica, uso de habitat

Resumo

A morfologia e os hábitos de vida dos peixes bentônicos é consequência da relação com o meio no qual esse está inserido. Nesse contexto, o estudo dessa interação é denominado de Ecomorfologia, que visa identificar a pressão que o meio exerce sobre as características fenotípicas dos animais. Desse modo, testou-se a hipótese
de que as características qualitativas ambientais influenciam de formas distintas as variações ecomorfológicas inter e intraespecíficas. Para isso, objetivou-se analisar
as variações ecomorfológicas entre as espécies de peixes bentônicos em três córregos de diferentes sub-bacias na região do alto rio Paraná. Foram realizadas
medidas lineares corporais e o cálculo de áreas do olho e das nadadeiras. Os índices
foram calculados com base nas medidas e áreas corporais e após foi realizado uma Análise de Componentes Principais (ACP). Com base nos resultados, a hipótese foi
parcialmente corroborada, já que as populações de peixes bentônicos exibiram
variações apenas nas relações interespecíficas, em cada córrego, seguindo mesma tendência de características e uso de habitat.

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Publicado

09-10-2025

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1.
de Souza F, Frota A, Camargo PR da S, da Silva RG, Ferreira SA, Pelli AP. VARIAÇÃO ECOMORFOLÓGICA DE PEIXES BENTÔNICOS EM TRÊS CÓRREGOS NA BACIA DO ALTO RIO PARANÁ. Acta Biol. Bras. [Internet]. 9º de outubro de 2025 [citado 4º de fevereiro de 2026];4(1):25-39. Disponível em: https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/acbioabras/article/view/8736