Ensino de Línguas Estrangeiras, Competência Tradutória e Corpora
DOI:
https://doi.org/10.18554/it.v20i00.5527Palavras-chave:
Ensino de línguas estrangeiras, Tradução, CorpusResumo
Sabemos que o ensino de línguas estrangeiras possui uma relação de rejeição e de aceitação da tradução em suas diferentes abordagens. Reconhecemos a existência de trabalhos que defendem o papel da tradução em sala de aula e, em especial, no sentido de desenvolver nos alunos uma competência tradutória. Além disso, entendemos que a utilização de corpora pode perpassar o processo de ensino-aprendizagem e a atividade tradutória. Assim, este artigo visa fazer uma revisão teórica de algumas das abordagens de ensino de forma a destacar o papel, central ou não, da tradução em cada uma delas. Posteriormente, lançamos nosso olhar para a questão da tradução e do desenvolvimento de uma competência tradutória. Feito isso, discutimos a utilização de corpora não apenas no ensino de línguas estrangeiras, mas também na prática e na atividade da tradução. Levantamos essas três questões no intuito de questionar e revisitar tanto o papel da tradução quanto do corpus nos contextos de ensino de línguas estrangeiras e de formação de tradutores. Notamos, por meio dessas reflexões, o quanto ainda precisamos de pesquisas que busquem centralizar o uso da tradução e o uso de corpora no processo de formação do aluno de línguas estrangeiras e de futuros tradutores.
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