Síndrome da fragilidade em pessoas idosas institucionalizadas no Brasil

prevalência, componentes, fatores associados e implicações para o cuidado de longa duração

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18554/refacs.9370

Palavras-chave:

Idoso fragilizado, Fragilidade, Instituição de Longa Permanência para Idosos, Prevalência, Assistência de longa duração, Avaliação geriátrica

Resumo

Objetivo: analisar a prevalência, os componentes, os fatores associados e os desfechos da síndrome da fragilidade em pessoas idosas institucionalizadas de longa duração nas cinco regiões brasileiras. Método: estudo transversal, descritivo e analítico, com 4.166 residentes. A coleta ocorreu entre 2015 e 2018. A fragilidade foi mensurada por instrumento autorreferido validado no Brasil, baseado no fenótipo de Fried: perda de peso não intencional, fadiga, redução de força, lentificação da caminhada e baixa atividade física. A classificação original foi não frágil (0 componentes), pré-frágil (1–2) e frágil (≥3). Para os modelos logísticos, pré-frágeis e frágeis foram reunidos na categoria "com fragilidade" (≥1 componente). Foram ajustados modelos regionais de regressão logística. Resultados: a proporção de pessoas com ao menos um componente de fragilidade variou de 81,3% a 85,7%. Pela classificação fenotípica original, a fragilidade (≥3 componentes) variou de 43,5% no Norte a 52,2% no Sudeste, enquanto a pré-fragilidade variou de 30,4% a 42,1%. O componente mais frequente foi lentificação da caminhada (65,5%–72,2%), seguido de baixa atividade física (47,7%–58,8%). Dependência funcional associou-se à categoria "com fragilidade" em todas as regiões, com OR entre 3,61 e 12,57. Multimorbidade e sintomas depressivos apresentaram associações no Nordeste e Centro-Oeste; idade ≥80 anos, no Sul; maior tempo de institucionalização, no Centro-Oeste; e hospitalização, no Centro-Oeste e Sudeste. Conclusão: a fragilidade foi altamente prevalente e apresentou heterogeneidade regional nos fatores associados. A associação consistente com dependência funcional reforça a necessidade de rastreamento periódico, avaliação multidimensional e intervenções multicomponentes. Os programas estruturados de exercício podem melhorar fragilidade, função física e cognição mesmo em residentes de Nursing Homes, sustentando a incorporação de estratégias preventivas e reabilitadoras ao cuidado institucional.

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Publicado

2026-10-27

Edição

Seção

Artigos originais

Como Citar

1.
Duarte YAO, Watanabe HAW, Oliveira JM de, Giacomin KC. Síndrome da fragilidade em pessoas idosas institucionalizadas no Brasil: prevalência, componentes, fatores associados e implicações para o cuidado de longa duração. Rev. Fam., Ciclos Vida Saúde Contexto Soc. [Internet]. 27º de outubro de 2026 [citado 28º de outubro de 2026];14(00):e026027. Disponível em: https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/refacs/article/view/9370