A ORDEM DOS CONSTITUINTES NO PORTUGUÊS BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO: UMA ABORDAGEM FORMALISTA E FUNCIONALISTA
DOI:
https://doi.org/10.18554/ifd.v12i1.8902Resumo
Este artigo analisa a variação entre as ordens verbais (SV) e verbo-sujeito (VS) no português brasileiro contemporâneo. A partir de uma abordagem qualitativa, busca-se descrever as características dessas construções e avaliar as condições que motivam a inversão da ordem canônica. A Gramática Tradicional considera a ordem SV como predominante e atribui à inversão VS um valor estilístico, relacionado à ênfase. No entanto, esta explicação é contestada por linguistas funcionalistas, que argumentam que a versão ocorre com frequência e está relacionada a fatores discursivos e contextuais, e não apenas estilísticos. Para investigar essas ocorrências, analisamos sentenças extraídas do conto “O Gigante Egoísta”, de Oscar Wilde, observando em quais contextos se dá a inversão e se ela altera ou não o sentido da frase. Os resultados apontam para uma maior variedade sintática do que aquela prevista pela norma tradicional, reforçando a importância de considerar aspectos funcionais no estudo da ordem dos constituintes em língua portuguesa.
Palavras-chave: Ordem dos constituintes. Português do Brasil. Funcionalismo.
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