Uma perspectiva historiográfica das reformas ortográficas implementadas no Brasil (1911-1990)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18554/rs.v15i1.9202

Resumo

A história das reformas ortográficas no Brasil revela um processo complexo influenciado por diversos contextos históricos, culturais e ideológicos. Desde o século XIX, essas reformas foram motivadas pela busca de unificação linguística e modernização cultural, refletindo ideologias que visavam fortalecer a identidade nacional através da língua portuguesa. O objetivo deste artigo é explorar como essas reformas ortográficas foram implementadas ao longo do tempo e entender os motivos por trás delas, além de analisar seu impacto social e cultural na sociedade brasileira. O estudo historiográfico das reformas ortográficas baseou-se na revisão bibliográfica acerca do tema, analisando abordagens teóricas e históricas oferecidas por renomados estudiosos. Tal enfoque permitiu uma compreensão mais aprofundada das reformas ortográficas no Brasil. A compilação e a interpretação desses dados foram fundamentais para compreender não apenas os motivos e impactos das reformas, mas também as complexas dinâmicas sociais e culturais que as influenciaram ao longo dos séculos XIX e XX.

Biografia do Autor

  • Jefferson Evaristo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

    Professor de língua portuguesa na UERJ, atuando no PPGLILP e no PPLIN/FFP. Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ), procientista da UERJ e coordenador da disciplina de ''Crítica Textual'' no curso de Letras (UFF) do CEDERJ, foi coordenador do subprojeto de língua portuguesa do Programa Residência Pedagógica da CAPES. Pós-doutor em Língua Portuguesa/Historiografia Linguística pela PUC-SP (2026) e em Linguística pela UPM (2023), doutor em Língua Portuguesa pela UERJ (2020) e doutor em Letras Neolatinas (língua italiana) pela UFRJ (2019). Mestre em Letras Neolatinas pela UFRJ. Formado em Letras Português/Italiano e especialista em Língua Italiana - Tradução, ambos pela UERJ. Graduado em Pedagogia e em Ciências da Religião. É membro da ANPOLL, da Abralin e da AILP e desenvolve pesquisa nas seguintes áreas: historiografia da linguística; gramática e gramaticografia; internacionalização da língua portuguesa; políticas linguísticas; ensino de português língua materna e não materna; materiais didáticos; ensino. É membro eleito da Academia Brasileira de Filologia, ocupando a cadeira 18. E-mail: jefferson.evaristo@uerj.br

  • Eliana Barbosa, Secretaria de Estado de Educação do Espírito Santo

    Mestra em Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), especialista em Língua Portuguesa pela Faculdade de Educação São Luís (FESL) e licenciada em Letras - Português e Literaturas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF). Atuou como professora de Língua Portuguesa na Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ) e como professora substituta de Língua Portuguesa e Literatura no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense - Campus Bom Jesus do Itabapoana (RJ). Atualmente, é professora de Língua Portuguesa na rede estadual de ensino do Espírito Santo. 

Referências

AGUIAR, Monalisa dos Reis. As reformas ortográficas da língua portuguesa: Uma análise histórica, linguística e ideológica. Filologia e Linguística Portuguesa, São Paulo, n. 9, p. 11–26, 2007. https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v0i9p11-26

ALTMAN, Maria Cristina. História, estórias e historiografia da linguística brasileira. Todas as Letras, São Paulo, v. 14, n. 1, 2012.

ALTMAN, Maria Cristina. Retrospectivas e perspectivas da historiografia linguística no Brasil. Revista Argentina de Historiografía Lingüística, Buenos Aires, vol. 1, n. 2, p 115–136, 2009.

ARRUDA, Silvânia Gomes de. E agora Portugal... O novo acordo ortográfico – uma ponte entre o Brasil e Portugal ou uma batalha linguística?. Dissertação (Mestrado em Ciências da Linguagem). Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, 2011.

BAGNO, Marcus. Dicionário crítico de sociolinguística. São Paulo: Parábola, 2017.

BATISTA, Ronaldo de Oliveira. Dimensões da pesquisa em historiografia linguística. In: LEITE, Marli Quadros; HACKEROTT, Maria Mercedes Saraiva; SIQUEIRA, Cínthia Cardoso de (Orgs.). Tópicos em historiografia da linguística: Das práticas linguísticas à meta-historiografia. São Paulo: BBM, 2024. p. 287-331.

BATISTA, Ronaldo de Oliveira; BASTOS, Neusa Barbosa. Questões em historiografia da linguística: Homenagem a Cristina Altman. São Paulo: Pá de Palavra, 2020.

BATISTA, Ronaldo de Oliveira. Historiografia da linguística. São Paulo: Contexto, 2019.

BATISTA, Ronaldo de Oliveira. A historiografia da linguística e a retórica dos linguistas: A força das palavras e seu valor histórico. Filologia e Linguística Portuguesa, São Paulo, n. 18, vol. 2, p. 301–317, 2016. http://dx.doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v18i2p301-317

BATISTA, Ronaldo de Oliveira. Introdução à historiografia da linguística. São Paulo: Cortez, 2013.

BASTOS, Neusa Barbosa; CASAGRANDE, Nancy. Historiógrafo da linguística: Referenciais teórico-metodológicos. In: LEITE, Marli Quadros; HACKEROTT, Maria Mercedes Saraiva; SIQUEIRA, Cínthia Cardoso de (Orgs.). Tópicos em historiografia da linguística: Das práticas linguísticas à meta-historiografia. São Paulo: BBM, 2024. p. 333-353

BASTOS, Neusa Barbosa; CASAGRANDE, Nancy. Um percurso transcorrido na historiografia da linguística: Sobre a história entrelaçada. Revista da ABRALIN, n. 20, p. 511–521, 2021.

BRASIL. Decreto n.º 20.108, de 15 de junho de 1931: Dispõe sobre o uso da ortografia simplificada do idioma nacional nas repartições públicas e nos estabelecimentos de ensino. http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/116723/decreto-20108-31

BRASIL. Lei n.º 5.765, de 18 de dezembro de 1971: Aprova alterações na ortografia da língua portuguesa e dá outras providências. http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L5765.htm

BRASIL. Senado Federal. Acordo ortográfico da língua portuguesa: Atos internacionais e normas correlatas (2ª ed.). Brasília: Coordenação de Edições Técnicas, 2014. https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/508145/000997415.pdf

EVARISTO, Jefferson. Pode uma língua pluricêntrica ser unificada? : Sobre o Novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa. Domínios de Lingu@gem, Uberlândia, v. 17, p. e1746, 2023. DOI: 10.14393/DLv17a2023-46.

EVARISTO, Jefferson. Definir políticas linguísticas: dos dicionários especializados à discussão dos linguistas. Todas as Letras, São Paulo, v. 24, n. 2, p. 1–12, 2022.

FIORIN, José Luiz. O acordo ortográfico: Uma questão de política linguística. Revista Veredas, Juiz de Fora, vol. 13, n. 1, 2009.

GEIGER, Paulo. A nova ortografia sem mistério: Do ensino fundamental ao uso profissional. Lexikon, 2009.

GUEIROS, Leonardo; VIEIRA, Francisco Eduardo. O que é historiografia da linguística? In: PEDROSA, Juliene Lopes Ribeiro; VIEIRA, Francisco Eduardo (Orgs.). Linguística e formação do professor de língua portuguesa: Múltiplas orientações. João Pessoa: Editora UFPB, 2022. p. 173-193.

HENRIQUES, Claudio Cézar. Fonética, fonologia e ortografia: Estudos fono-ortográficos do português na perspectiva brasileira (5. ed.). Rio de Janeiro: AltaBooks, 2021.

HENRIQUES, Claudio Cézar. A nova ortografia: O que muda com o Acordo Ortográfico (6. ed.). Rio de Janeiro: EdUERJ, 2015.

KALTNER, Leonardo Ferreira. Historiografia da linguística e gramaticografia: Fundamentos teórico-metodológicos. In: WINDLE, Joel Austin; SAAVEDRA, Mônica Maria Guimarães (Orgs.). História, política e contato linguístico. Niterói: EdUFF. 2023. p. 182-212.

KOERNER, E. F. K. Quatro décadas de historiografia linguística: Estudos selecionados. Vila Real: Centro de Estudos em Letras – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 2014.

KOERNER, E. F. K. Questões que persistem em historiografia linguística. Revista da ANPOLL, vol. 1, n. 2, 1996. https://doi.org/10.18309/anp.v1i2.240

MIMOSO, Anabela. A reforma ortográfica de 1911. Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa, n. 5, p. 11-22, 2012.

NEVES, Maria Helena de Moura. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e a meta de simplificação e unificação. Revista D.E.L.T.A., São Paulo, vol. 26, n. 1, 2010. https://doi.org/10.1590/S0102-44502010000100004

OLIVEIRA, Denise Cristina de. Reforma ortográfica: Origens e tendências das alterações na ortografia da língua portuguesa. Vox Faifae, vol. 2, n. 1, 2010. p. 1-13.

PALMA, Dieli Viesaro; ZANON, Marilena. Konrad Koerner e Pierre Swiggers: Suas contribuições para a historiografia da linguística. In: LEITE, Marli Quadros; HACKEROTT, Maria Mercedes Saraiva; SIQUEIRA, Cínthia Cardoso de (Orgs.). Tópicos em historiografia da linguística: Das práticas linguísticas à meta-historiografia. São Paulo: BBM, 2024. p. 355-393.

PORTUGAL/Ministério da Instrução. Portaria n.º 7.117, de 25 de maio de 1931. http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=acordo&version=1945

PORTUGAL. Decreto n.º 35.228, de 8 de dezembro de 1945. http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=acordo&version=1945

PORTUGAL. Decreto-Lei n.º 32, de 6 de fevereiro de 1973. http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=acordo&version=1945

RICARDO, Maria Manuel Calvet. Breve história do acordo ortográfico. Revista Lusófona de Educação, Lisboa, vol. 13, n. 12, 173–180, 2009.

SILVA, Ana Paula Araújo. Breve história da ortografia portuguesa: Períodos, reformas e acordos. Revista de Villegagnon, Rio de Janeiro, ano IV, n. 4, p. 58-63, 2009.

SILVA, Diego Barbosa da. Ortografia unificada: Arena de disputas entre Portugal e Brasil. Palimpsesto, Rio de Janeiro, n. 13, vol. 2, p. 1–35, 2011.

SWIGGERS, Pierre. Ideología lingüística: Dimensiones metodológicas e históricas. Revista Confluência, Rio de Janeiro, n. 56, 2019. https://doi.org/10.18364/rc.v1i56.316

WINTER, Neumar Carta. Reforma ortográfica. 2 ed. Curitiba, Juruá, 2008.

XAVIER, Lola Geraldes. A língua portuguesa em evolução: Os Acordos Ortográficos. Exedra, Coimbra, n. 9, p. 175–184, 2010.

Downloads

Publicado

2026-06-25

Como Citar

EVARISTO, Jefferson; BARBOSA, Eliana. Uma perspectiva historiográfica das reformas ortográficas implementadas no Brasil (1911-1990). Revista do SELL, Uberaba, v. 15, n. 1, p. 58–74, 2026. DOI: 10.18554/rs.v15i1.9202. Disponível em: https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/sell/article/view/9202. Acesso em: 29 jun. 2026.