Potências de uma escola ribeirinha paraense: vidas, fronteiras e um rio / Potency of a riverside school in Pará: lives, borders, and a river

Julian Karla Diniz Neris, Josenilda Maria Maues da Silva

Resumo


A presente escritura é parte de uma pesquisa de mestrado em andamento, que problematiza o currículo de uma escola básica ribeirinha da Amazônia paraense a partir do pensamento da diferença do filósofo francês Gilles Deleuze. Os estudos teóricos acerca do currículo enquanto campo de conhecimento científico, as travessias pela Baía de Guajará e a investidura na escola como território de experimentação empírica mobilizaram a escrita desse artigo, que objetiva problematizar as potências de uma escola ribeirinha a partir da relação fronteiriça entre a escola, a Ilha do Combu e Belém do Pará. Desse modo, o estudo considera uma escola básica ribeirinha, como um território permeado por potências, por vida escolar e pelas vidas que nela circulam em sua força criadora e que, de modo peculiar, pulsam nessa ambiência que produz acontecimentos e multiplicidades. Nesse sentido, assume a cartografia como percurso metodológico, assumir tal caminho é como traçar um mapa móvel, no qual não cabe controlar as intensidades que o compõe, tampouco suas afetações intensivas e extensivas que dão vazão a dimensão rítmica do território no qual a vida escolar na Ilha do Combu pulsa. Problematizar potências de uma escola pela lente da cartografia implica operar com conceitos deleuzianos como território e multiplicidades, que no deslocamento conceitual que proponho realizar, contribuem para mobilizar o pensamento e colocar em questão o vitalismo que pulsa na escola e a faz território de resistências.

Palavras-chave: Escola ribeirinha; Ilha do Combu; Educação básica.

 

ABSTRACT: The present writing is part of an ongoing master's degree research, which problematizes the curriculum of a basic riverside school in the Amazon of Pará from the thought of the difference of the French philosopher Gilles Deleuze. The theoretical studies about the curriculum as a field of scientific knowledge, the crossing of the Bay of Guajará and the investiture in the school as territory of experimentation mobilized the writing of this article, which aims to problematize the powers of a riverside school from the border relationship between the school , the Island of Combu and Belém do Pará. In this way, the study thinks of a basic riverside school, as a territory permeated by potencies, for school life and for the lives that circulate in its creative force and that, in a peculiar way, pulsate in this environment that produces events and multiplicities. In this sense, assuming cartography as a methodological course, assuming such a path is like drawing a mobile map, in which it is not possible to control the intensities that compose it, nor its intensive and extensive affectations that give vent to the rhythmic dimension of the territory in which school life on the Island of Combu pulsates. To problematize a school's powers through the lens of cartography implies working with Deleuzian concepts as territory and multiplicities, which in the conceptual displacement that I propose to carry out, contribute to mobilize the thought and question the vitalism that strikes the school and makes it a territory of resistances.

Keywords: Riverside school; Island of Combu; Elementary school.


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DOI: https://doi.org/10.18554/cimeac.v9i2.2866

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