A IDENTIDADE EXISTENCIAL FEMININA NO CONTO “A IMITAÇÃO DA ROSA” DE CLARICE LISPECTOR

Maiara Cristina Segato, Wilma Santos Coqueiro

Resumo


Clarice Lispector, precursora da literatura de autoria feminina no cenário brasileiro, em muitas de suas narrativas, em especial a coletânea de contos Laços de família, publicada em 1960, representa mulheres que protagonizam, no contexto familiar e no ambiente doméstico, uma crise entre a condição de submissão e inferioridade que lhes legam a tradição patriarcal e uma experiência de libertação provocada por súbitos momentos de epifania. Sendo assim, analisaremos o conto “A imitação da rosa”, um dos treze contos presente em Laços de família, no qual, apresentando uma temática voltada para as questões existenciais e feministas, retrata o aprisionamento da personagem à condição feminina e o desejo de liberdade que a persegue. No conto, a mente dividida de Laura, personagem central, enfrenta um embate entre os anseios internos e as exigências do mundo externo. Os conflitos interiores, vividos pela personagem, confrontam-se com um ideal de formulação de identidade, levando-a a uma intensa crise existencial e ao desejo de transgressão aos valores impostos pela sociedade, a fim de se reencontrar como mulher.


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DOI: https://doi.org/10.18554/ri.v5i1.203

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 ISSN 1981-0601

 Qualis B2 (LINGUíSTICA E LITERATURA/ Quadriênio 2013-2016)