LINGUAGEM E ENTONAÇÕES AFETIVAS NA ESCOLA CONTEMPORÂNEA

Marinalva Vieira Barbosa

Resumo


O objetivo deste artigo é analisar o valor que as entonações e enunciados afetivos adquirem nas interações em sala de aula. O corpus é formado por discursos de professores e alunos do Ensino Médio e trata-se de um estudo desenvolvido com base nas concepções bakhtinianas de sujeito, linguagem e responsividade. Bakhtin (1916; 1929; 1979) defende que o sujeito e seus atos somente podem ser pensados no interior de um quadro que, mesmo sendo formal, não exclui sua pertença ao gênero humano. Como tal, o sujeito é parte de um todo que, dividido em singularidades, culmina na identidade de um sujeito situado entre dados empíricos e reconhecidos por signos, sendo o principal deles a linguagem. Por essa perspectiva, os afetos estão intrinsecamente ligados à constitutividade do sujeito e da linguagem e, por isso, no que tange ao funcionamento do discurso, impõe mobilidades na organização estrutural e semântica. Isso nos permite concluir que as entonações afetivas inscrevem-se na linguagem como um elemento constitutivo das significações e, consequentemente, os discursos de cunho afetivo ou que produzem sentidos afetivos são atos orientadores e organizadores do ensino-aprendizagem


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DOI: https://doi.org/10.18554/ri.v5i2.344

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 ISSN 1981-0601

 Qualis B2 (LINGUíSTICA E LITERATURA/ Quadriênio 2013-2016)